terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Nos Livrando da Confusão

Digamos que nós possamos reconhecer que a fonte de nossos problemas seja a confusão. Isso não é muito difícil. Muitas pessoas chegam ao ponto de dizer “Eu estou realmente confuso(a). Eu estou embananado(a).” Então e aí? Antes de começarmos a sair por aí, a gastar nosso dinheiro em tal curso ou em tal retiro, nós devemos considerar muito seriamente se nós realmente estamos convencidos de que é possível nos livrarmos da nossa confusão. Se nós não acharmos que é possível sair da confusão, o que estamos tentando fazer? Se nós formos apenas com a esperança de que possa ser possível nos livrarmos de nossa confusão, isso não é muito estável. É apenas uma atitude de “Ah, como eu queria...”
Nós talvez pensemos que a liberdade poderia vir de várias maneiras. Talvez achemos que alguém virá nos salvar. Poderia ser uma figura superior, divina, tal como um Deus, então nos tornamos uma espécie de “crente pentecostal” budista. Alternativamente, nós podemos buscar um mestre espiritual, um parceiro ou outro alguém para nos livrar da nossa confusão. Em tais situações, é fácil nos tornarmos dependentes da outra pessoa e nos comportarmos sem maturidade. Nós freqüentemente estamos tão desesperados para achar alguém para nos salvar, que não paramos para pensar sobre a quem nós recorremos. Nós talvez escolhamos alguém que não está livre da própria confusão e que, por causa das suas próprias atitudes e emoções perturbadoras, tira vantagem da nossa ingênua dependência. Essa não é uma forma estável de prosseguir. Nós não devemos buscar por um professor espiritual ou por um relacionamento para limpar toda a nossa confusão. Nós devemos limpar a nossa própria confusão.
Uma relação com um(a) professor(a) espiritual ou com um parceiro(a) pode prover circunstâncias que ajudem, mas apenas quando o relacionamento é saudável. Quando é insalubre, só torna as coisas piores. Leva a mais confusão. No início, nós podemos estar em um profundo estado de negação, achando que o professor é perfeito, que o parceiro é perfeito, mas eventualmente nossa ingenuidade se desgasta. Quando nós começamos a ver as fraquezas na outra pessoa e que a outra pessoa não vai nos salvar de toda a nossa confusão, nós temos uma pane. Nos sentimos traídos. Nossa fé e confiança foram traídos. Este é um sentimento terrível! É muito importante tentar evitar isso desde o início. Nós precisamos praticar o Dharma; medidas preventivas. Nós devemos entender o que é possível e o que não é. O que está e o que não está ao alcance de um professor espiritual? Nós tomamos medidas de segurança para evitar essa pane.
Nós devemos desenvolver um estado mental que seja livre de confusão. O oposto da confusão, o entendimento, irá prevenir a confusão de surgir. Nosso trabalho no Dharma é sermos introspectivos e atentos às nossas atitudes, às nossas emoções perturbadoras e aos nossos comportamentos neuróticos, compulsivos e impulsivos. Isso significa estar disposto a ver em nós mesmos coisas que não são tão legais, coisas que nós preferiríamos negar. Quando nós notamos coisas que estão causando nossos problemas ou são sintomas de nossos problemas, nós precisamos aplicar oponentes para superá-las. Tudo isso é baseado em estudo e meditação. Nós devemos aprender a identificar emoções e atitudes perturbadoras e de onde elas vêm.

CONFUSÃO X PROBLEMAS

Confusão Como a Fonte dos Problemas

Se nós explorarmos a confusão, vemos que um aspecto dela é a confusão sobre causa e efeito no comportamento. Nós somos confusos sobre o que fazer ou dizer e sobre o que vai acontecer como resultado. Nós podemos estar bastante confusos sobre qual tipo de trabalho pegarmos, se devemos nos casar, se devemos ter filhos etc. Se nós tivermos um relacionamento com uma pessoa, qual será o resultado? Nós não sabemos. Nossas idéias sobre o que irá suceder de nossas escolhas são realmente apenas fantasias. Nós talvez achemos que se nós tivermos um relacionamento com uma determinada pessoa, nós seremos felizes para sempre, como em um conto de fadas. Se nós estivermos chateados com uma situação, nós achamos que gritar vai melhorá-la. Nós temos uma idéia muito confusa sobre como a outra pessoa vai responder as nossas ações. Achamos que se gritarmos e dissermos o que pensamos, nós nos sentiremos melhor e que tudo vai ficar bem, mas tudo não vai ficar bem. Nós queremos saber o que vai acontecer. Desesperadamente olhamos para a astrologia ou jogamos moedas para o O Livro das Mudanças, o I Ching. Por quê fazemos coisas como essas? Nós queremos estar no controle do que acontece.
O budismo fala que um nível mais profundo de confusão é a confusão sobre como nós e os outros existimos e sobre como o mundo existe. Nós estamos confusos com relação a toda a questão do controle. Nós cremos que é possível estar completamente no controle daquilo que acontece conosco. Por isso, nós nos frustramos. Não é possível estar sempre no controle. Isso não é a realidade. A realidade é bastante complexa. Muitas coisas influenciam aquilo que ocorre, não apenas o que nós fazemos. Não é que nós estamos totalmente sem controle ou sendo manipulados por forças externas. Nós contribuímos para o que ocorre, porém não somos o único fator que determina o que ocorre.
Por causa da nossa confusão e da nossa insegurança, geralmente agimos destrutivamente sem nem sabermos que é um comportamento destrutivo. Isso se deve a estarmos sob a influência de emoções e atitudes perturbadoras e impulsos compulsivos que surgem dos nossos hábitos. Não apenas agimos destrutivamente para com os outros; nós agimos de modo auto-destrutivo em primeiro lugar. Em outras palavras, nós criamos mais problemas para nós mesmos. Se nós quisermos ter menos problemas ou ficar completamente livre deles , ou mais ainda, a habilidade de ajudar os outros a sair de seus problemas também, nós devemos reconhecer a fonte das nossas limitações.

Dharma na Vida Diária

Alexander Berzin

SITUAÇÕES ...

Situações Insatisfatórias e Suas Causas

 

Claro que existem níveis de insatisfatoriedade. Nós poderíamos dizer “Às vezes eu tenho mal humor e às vezes as coisas vão bem, mas tudo bem. A vida é assim.” Se nós nos contentamos com isso, ótimo. Se nós temos alguma esperança de podermos tornar as coisas um pouco melhores, isso nos leva a buscar uma maneira de fazê-lo. De maneira a achar métodos para melhorar a qualidade de nossas vidas, nós precisamos identificar a causa de nossos problemas. A maioria das pessoas busca pela raiz de seus problemas fora de si. “Eu estou tendo dificuldades no meu relacionamento com você por sua causa! Você não está agindo da maneira como eu gostaria que você agisse.” Nós também podemos por a culpa de nossas dificuldade na situação política ou econômica. De acordo com algumas escolas da psicologia, nós podemos olhar para eventos traumáticos em nossa infância como aquilo que nos levou a ter os problemas presentes. É muito fácil por a culpa da nossa infelicidade nos outros. Por a culpa noutras pessoas ou fatores econômicos ou sociais não leva realmente a uma solução. Se nós temos esse premissa conceitual, nós talvez possamos perdoar e isso talvez traga algum benefício, mas a maioria das pessoas conclui que apenas fazer isso não lhes aliviou de seu problemas psicológicos e infelicidade.
O budismo diz que apesar de que as outras pessoas, a sociedade e assim por diante contribuam para com nossos problemas, elas não são realmente a fonte mais profunda deles. Para descobrir a fonte mais profunda de nossas dificuldades, nós precisamos olhar para dentro. Afinal de contas , se nós nos sentimos infelizes em nossa vida, isso é uma resposta à nossa situação. Diferentes pessoas respondem à mesma situação de maneira diferentes. Mesmo se apenas nos observarmos, vemos que reagimos diferentemente às dificuldade de um dia para o outro. Se a fonte dos problemas fosse apenas a situação externa, nós deveríamos reagir da mesma maneira o tempo inteiro, porém nós não o fazemos. Existem fatores que afetam como nós reagimos, tais como ter um dia bom no trabalho, mas estes são apenas fatores que contribuem superficialmente. Eles não vão fundo o suficiente.
Se nós olhamos, começamos a ver que nossas atitudes com relação a vida, com nós mesmos e com nossas situações contribuem muito para como nos sentimos. Por exemplo, nós não sentimos “peninha” de nós mesmos o tempo inteiro, como quando nós estamos tendo um bom dia, mas basta não termos um bom dia, que o sentimento de auto-piedade reaparece. As atitudes básicas que nós temos com relação à vida delineiam em grande parte como nós experimentamos a vida. Se nós examinamos profundamente, nós descobrimos que nossas atitudes se baseiam em confusão. (ESCOLHAS ERRADAS)!!!

Dharma na Vida Diária

Alexander Berzin

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

GINGER BACKER X GARY MOORE

O lendário baterista do CREAM (igualmente lendária banda), Ginger Baker, disse que tocar com GARY MOORE “arruinou com o rock’n’roll para mim.”
Em uma entrevista na última edição da Classic Rock, Ginger Baker chama GARY MOORE de “o mimado topetudo do pop”, avalia sua maneira de tocar como “artificial” e diz que o guitarrista deveria consultar um psiquiatra.
Baker formou o BBM, em 1994, com Moore e o baixista do Cream, Jack Bruce. “As sessões que fizemos maravilharam todos”, Ginger lembra, “mesmo que ele [Bruce] estivesse agindo como meu chefe novamente e me tratando como um músico de estúdio.”
“Uma turnê foi sugerida; eu ganharia £50.000 por apresentação. O que eu não percebi foi que Gary Moore estava tocando tão alto que ele estourou os tímpanos – assim como Jack tinha feito comigo. Mais shows foram cancelados do que efetivamente feitos. E eles foram terríveis, de qualquer maneira.”
“Ao contrário do Cream, tudo com Gary Moore era artificial. Todo solo que ele tocou era o mesmo. E eu gosto de improviso. Sem o meu conhecimento, eles organizaram um ensaio na Brixton Academy e quando cheguei lá, pude ouvir a guitarra de Gary Moore do outro lado da rua. Tocamos de maneira perfeita, sem errar nada - como sempre. Aquele deveria ter sido o maldito show".
“No dia seguinte, o empresário dele me liga e diz que Gary havia estourado seus ouvidos novamente e eles o levaram para o médico. Eu disse: ‘Por que vocês não o levam a um maldito psiquiatra, porque é disso que ele precisa.’ Mas essa não era a coisa certa a se dizer ao Sr. Todo Poderoso.”
Quinze anos depois, a experiência com o BBM ainda deixa Ginger com raiva. “Foi uma época terrível, tocando com o Topetudo Mimado do Pop. Um show foi cancelado quando ele [Moore] cortou seu dedo abrindo uma maldita lata. Eric [Clapton] teria colocado um curativo e tocado. Ah, não... não o Gary.”
“E, novamente, era tão alto que eu precisava ter abafadores de ruído nos dois lados. Eu odeio volume. Por que o rock precisa ser tão alto? Aquilo era rock arruinado para mim.”

Cidade do Samba pega fogo!!!

Meses de trabalho, muita gente envolvida… e faltando cerca de 1 mês para o Carnaval, os barracões de União da Ilha, Grande Rio e Portela, além do barracão da Liesa, na cidade do Samba, estão pegando fogo na manhã desta segunda, 07.02.2011.

Um grande incêndio destrói pelo menos quatro barracões na Cidade do Samba, na Gamboa, Zona Portuária do Rio, na manhã desta segunda-feira. Uma enorme coluna de fumaça escura toma conta do céu na região. O fogo teve início por volta das 7h e se alastra rapidamente, uma vez que muito material inflamável está guardado no local. Ainda não há informações sobre feridos.

Os barracões atingidos são das escolas de samba Portela, Grande Rio e União da Ilha e um outro da Liga Independente das Escolas de Samba. Ainda não há informações se as chamas destruíram as fantasias e carros alegóricos das agremiações, mas é provável que os materiais tenham sido atingidos uma vez que quase tudo está pronto para o desfile na Marquês de Sapucaí, nos dias 7 e 8 de março.

Os Bombeiros do Quartel Central do Rio tentam controlar as chamas. Os carros alegóricos das escolas ficam guardados no primeiro andar dos barracões, enquanto que as fantasias e alegorias ficam no segundo pavimento. No momento do início do fogo, poucas pessoas estavam na Cidade do Samba.

Cerca de 80 bombeiros de sete quartéis combatem o grande incêndio na Cidade do Samba. Os barracões da União da Ilha do Governador, da Portela, da Grande Rio e da Liga Independente das Escolas de Samba foram atingidos pelas chamas. Vinte viaturas dão apoio à ação dos bombeiros.

O tenente-coronel Alexandre Rocha informou que a maior dificuldade dos bombeiros no combate ao fogo é a alta temperatura. Aliado a isso, ele cita também a fumaça tóxica e os materiais inflamáveis usados na confecção das fantasias e alegorias.

Rocha disse que, por enquanto, não há informação sobre vítimas. De acordo com o tenente-coronel, a Cidade do samba conta com  um sistema próprio de combate a incêndio, fiscalizado anualmente pelo Corpo de Bombeiros,. Este ano, a vistoria ainda não tinha sido realizada.

Alexandre Rocha disse ainda que todos os galpões das escolas têm saídas largas, o que facilita o escape em caso de emergência.

O fogo na Cidade do Samba começou por volta de 7h. Os bombeiros foram acionados às 7h15.

Por causa da grande coluna de fumaça, que ultrapassa 500 metros de altura e pode ser vista além da Avenida Presidente Vargas, o trajeto dos aviões que seguem para o Aeroporto Santos Dumont sofre um desvio. O aeroporto, no entanto, opera normalmente. Os motoristas também já sentem os efeitos do incêndio. Deve-se evitar o Elevado da Perimetral. Por conta da curiosidade de quem passa pela via, o trânsito é lento no local.

Parte do telhado já cedeu. Toda a área do entorno da Cidade do Samba já foi interditada, e bombeiros e ambulâncias chegam a todo momento. Segundo funcionários da Portela, o fogo começou entre 7h e 7h30m no barracão da União da Ilha. Um grupo de aderecistas que dormia no barracão da Portela conta que desceu as escadas correndo. No quarto andar, onde fica a escola, há fantasias da bateria, do segundo casal de mestre sala e porta-bandeira, além das baianas. Alguns funcionários das escolas já choram pela perda do material.

Sai fumaça pelas frestas da parede e o comentário entre os bombeiros é que a estrutura do prédio estaria comprometida.

Em entrevista à rádio CBN, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou que dará apoio financeiro às escolas de samba que tiveram seus barracões atingidos pelo fogo e afirmou que a prefeitura não “medirá esforços” para ajudar as escolas, lembrando que o carnaval carioca é um evento “que gera muitas receitas para a cidade, além de ser uma manifestação cultural única”.

A LINGUAGEM DO SILÊNCIO

por Oliveira Fidelis Filho

Há os que falam muito e nada dizem e os que possuem no silêncio seu melhor argumento. Há os que falam muito e ninguém ouve e há os que são ouvidos quando se calam. Há discursos que não empolgam e há silêncios comoventes. Há ainda aqueles que quando falam, o silêncio se faz. Isso porque, lembrando Salomão, "as palavras dos sábios, ouvidas em silêncio, valem mais do que os gritos de quem governa entre tolos". (Eclesiastes 9.17).

No livro das revelações somos informados que "houve silêncio no céu cerca de meia hora." (Apocalipse 8.1) Alguns homens concluem do texto que não há mulher no céu; algumas mulheres veem neste silêncio a perplexidade sentida, diante do absurdo de se permitir a entrada de homens no céu. O silêncio, em verdade, antecede a criação e a revelação.

No julgamento e execução de Jesus, as várias tentativas de fazê-lo falar não tiveram êxito. Por mais intimidantes que fossem os métodos usados na tentativa de arrancar-lhe alguma declaração, o silêncio por parte do Mestre persistiu. De nada adiantou a tortura psicológica e física; Jesus lançou mão do direito de ficar em silêncio. Por não tomar posse deste direito, muitos de nós perdemos grandes oportunidades de ficarmos calados.

Para Jesus, o momento era de silêncio pois em cada um de seus algozes só existia espaço para ouvir os respectivos argumentos. O silêncio era, então, a possibilidade de levar seus acusadores a ouvir as próprias acusações e a perceberem a incoerência e a inconsistência sobre as quais eram formuladas. Seu silêncio, no entanto, se fazia esvaziado de ódio, mágoa ou desejo de vingança; de seu interior, tais densas e sombrias energias não emanavam. Seus olhos não faiscavam ira, mas destilavam bondade e compaixão. E foi neste estado de leveza, em face de toda brutalidade, que como incenso sua prece ascendeu a Deus nas seguintes palavras: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem".

 Assim como há roupas para diversas ocasiões, vinhos propícios para diferentes pratos e copos para diferentes vinhos, há também silêncio com os mais variados propósitos e significados, oscilando entre o elegante e o inconveniente, entre os que geram benefícios e os que são nocivos.

Pensando nisso, ofereço uma pequena lista com alguns tipos de silêncio possíveis de serem observados, em variadas situações.

Silêncio Sábio, ou motivado pela prudência. É utilizado quando se percebe que os ânimos encontram-se exaltados, a descompensação se faz presente, o complexo assumiu a posse da consciência, a ira cegou a razão, a lucidez foi apagada, o ego encontra-se divorciado do Eu. Nestas circunstâncias, manifesta sabedoria quem se refugia em amoroso silêncio até que a "tempestade" passe, entendendo que "não havendo maldizentes cessa a contenda".  Sabe que muito mais útil do que ter razão é ter bondade; mais importante do que um argumento forte é um coração manso.

Silêncio acolhedor, quando face à dor do semelhante, causada por perdas humanas ou materiais, evita-se argumentar, comparar, justificar, explicar ou aconselhar, restringindo-se a estar perto, em silêncio, esvaziado das pretensas verdades, totalmente disponível, para sentir e ouvir o que o outro experiencia.  O silêncio acolhedor abre espaço em nós para que o outro se refugie. Nestas circunstâncias, um olhar encharcado de ternura, um abraço cheio de compaixão, estar presente de corpo e alma, é puro alento.

O silêncio extasiado. Quando, diante do que encanta e arrebata, quedamos em reverente silêncio, em prostração de espírito e de alma. Silêncio que nos assalta diante do mistério da vida e da morte ou da magia da Criação. Silêncio que relativiza todas as vozes e faz cessar todos os argumentos, ao sentir no coração a presença divina, ao ouvir na alma a voz de Deus, quando na mística da fé contemplamos o Eterno Mistério.

Silêncio imposto. Quando pelo uso da força cala-se a voz do mais fraco, do injustiçado, do discriminado, do oprimido, do marginalizado. Silêncio imposto pelo medo, gerado pelas armas do poder econômico, político e religioso que perpetuam a escravidão, a repressão, a culpa, o julgamento e a condenação. Silêncio de quem se tirou a voz e a vez.

Silêncio conivente. De quem se deixa calar por benefícios injustos, de quem possui a consciência estuprada pelo ganho ilícito. Silêncio comprado, fruto do desavergonhado diálogo entre o corruptor e o corrupto. Tem a verdade como mercadoria de troca onde o que é direito é silenciado em benefício da ganância; quando diante da oportunidade ilícita sobressai a falta de caráter e "vende-se a alma ao diabo".

Silêncio covarde. Quando diante da maldade, da corrupção, do estelionato, do desmando e da injustiça praticada nos domínios familiar, econômico, político e religioso, opta-se por manter-se a "língua presa" no céu da zona de conforto na qual medrosamente se abrigou. O silêncio covarde é o silêncio da omissão, aonde o maior dano não vem só dos malfeitores, mas também e sobretudo dos cidadãos de bem que se mantém omissos.

Silêncio que fere. É silêncio motivado pelo ódio, pela indiferença, pelo sentimento de vingança, pela incapacidade de perdoar, de acolher e de amar. Neste aspecto, lembrando Rodovalho, "o silêncio é um recado. É a pior carta que alguém pode enviar para o outro." Tal silêncio é capaz de infernizar e produzir enfermidade em quem o protagoniza, podendo ainda causar muito sofrimento ao alvo da aridez de tal comportamento.

Silêncio Buscado. Lembro aqui do silêncio praticado pelos "Nadistas" que sugerem desconexão de aparelhos eletrônicos por algum período, o que sem dúvida é muito salutar; além de potencializar a criatividade, pode evitar o "burn out", transtorno psíquico que mescla esgotamento e desilusão. O objetivo principal do silêncio buscado, no entanto, é nos conectar conosco mesmos, levando-nos a tomar consciência do próprio corpo, sentir a respiração, o coração, reencontrar a alma, mergulhar no nada grávido de criatividade.

Tal silêncio nos liga à essência divina que nos habita, reconcilia o ego com o Eu, faz-nos íntimos de Deus, liberta-nos da aparência, redireciona e suaviza a existência. Harmoniza os pensamentos, sentimentos e relacionamentos, possibilita e potencializa a meditação, dá profundidade à oração, além de ser saúde para o espírito e para o corpo.

Há silêncio e silêncio, carregando cada um sua própria singularidade, linguagem, propósitos e resultados. Há o silêncio altruísta e o egoísta, o que fecha e o que abre, há o que constrói e o que destrói, o que abençoa e o que amaldiçoa, há o que gera paz e o que perpetua o ódio. Há silêncio que cura e que faz adoecer, há o que é fruto de amor e o que é fruto do ódio.

Lançar mão do silêncio, como instrumento abençoador, exige coragem, maturidade, esvaziamento, proatividade, autocontrole, sabedoria e auxílio divino. Que ao silenciarmos o façamos movidos por amor, com o desejo de abençoar sempre.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

MORRE GARY MOORE

O ás da guitarra GARY MOORE morreu enquanto estava de férias ontem – sufocado pelo seu próprio vômito depois de ter tomado champanhe e brandy.
O ex-astro do THIN LIZZY, de 58 anos foi descoberto pouco antes das quatro da manhã por sua namorada, inconsciente em seu quarto de hotel na Espanha.
Os médicos o encontraram sem vida, deitado de costas, vestindo apenas sua roupa de baixo. Uma fonte da ambulância disse: “Acreditamos que o falecido tinha bebido muito. Sua namorada estava muito transtornada, chorando muito.”
Moore, considerado como um dos melhores guitarristas de sua geração, era mais conhecido por seu tempo com o Thin Lizzy. Ele tocou em seus sucessos, ‘Waiting For an Alibi’ e ‘Do Anything You Want to’.
Ele também se juntou ao frontman do Thin Lizzy e seu compatriota irlandês Phil Lynott para os sucessos de sua carreira solo ‘Parisienne Walkways’ e ‘Out In The Fields’. Nos últimos anos o guitarrista nascido em Belfast tinha moldado uma nova carreira com músico de blues, lançando discos aclamados pela crítica e tocando com lendas como BB King e Bob Dylan.
Bob Geldof descreveu Moore como uma das lendas musicais da Irlanda. Ele disse: “Um dos maiores blueseiros de todos os tempos. Van Morrison, Rory Gallagher e Gary Moore – a trindade gloriosa dos blueseiros irlandeses.”
Os ex-companheiros de banda de Moore, chocados, também renderam tributos. Eric Bell, outro ex-guitarrista do Thin Lizzy, disse: “Eu não consigo acreditar nisso. Ele era tão robusto, ele não era do tipo vítima do rock, ele era um cara saudável. Ele era um músico soberbo e dedicado.”
O baterista da banda, Brian Downey acrescentou: “Eu estou em complete choque. Eu conheço Gary desde 1967 e ele tem sido um amigo fabuloso desde então. Ele estará sempre em meus pensamentos e orações.”
O empresariamento do Thin Lizzy  disse: “Nossos pensamentos vão para a família de Gary nesse momento. Nossas memórias de Gary e sua contribuição para o Thin Lizzy e para com a música em geral vão viver para sempre.”
Moore morreu horas após ter dado entrada no Kempinski Hotel em Estepona com sua namorada, que está na casa dos 30 anos, para um período de seis dias.
A fonte do hotel disse: “eles iam comer no restaurante, mas ele estava fechado, então eles comeram um sanduíche no bar com uma garrafa de champanhe. Eles saíram para um passeio a pé e voltaram para o bar onde Gary tomou brandy. Ele parecia bem quando saiu por volta das 11 da noite.”
Moore fez parte do Thin Lizzy no fim dos anos 70, quando a banda era famosa por farras regadas a bebida e drogas.
Em 1986, Lynott, a quem Moore conhecia desde que eram adolescentes, morreu de pneumonia, causada por seu vicio em heroína. Ele tinha 36 anos.


ACESSE: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/02/guitarrista-norte-irlandes-gary-moore-morre-aos-58-anos.html

Gary Moore: funeral será em Málaga, na Espanha

Tal como noticiado mais cedo pelo WHIPLASH!, o lendário guitarrista do THIN LIZZY, GARY MOORE, faleceu em um quarto de hotel em Estepona, Espanha, no começo do dia 6, aos 58 anos. A [agência de notícias] Reuters afirma que um funeral seria realizado na cidade próxima de Málaga.
Uma porta-voz do ministro das relações exteriores em Londres disse: "Estamos cientes (de morte de Moore) e nos colocamos de prontidão para fornecer assistência consular. Sentimos muito pela perda da família dele."

sábado, 5 de fevereiro de 2011

BACAMARTE - BRAZILLIAN PROG-ROCK













UM REI DIFERENTE

Ser rei significava, no passado, ser superior aos demais. Em alguns casos, era a conquista de uma condição que se atribuía divina.
A personalidade real se conduzia como se tudo, à sua volta, lhe devesse obediência e bajulação. Eternos no poder, pensavam alguns.
Contudo, bastava uma alteração dos ventos políticos ou uma reviravolta no tonel das paixões dos adversários, e eram despidos de todo o poder.
Houve quem se acreditasse o mais belo, o mais inteligente, o mais perfeito. Houve quem se intitulasse o rei sol, em torno do qual deveriam estabelecer as suas órbitas os planetas das vaidades humanas.
Disfarçavam-se com roupas exóticas e ricas, sem que elas lhes pudessem ocultar as torpezas morais.
Em verdade, embora nem todos ostentem coroas de ouro e pedras preciosas, muitos dos que detêm o poder, ainda hoje apresentam algumas dessas expressões comportamentais.
E, contudo, as insígnias do poder continuam a se transferir de um para outro, ao sabor dos caprichos humanos.

Ele, no entanto, é um Rei diferente.
Seu reino não é deste mundo. Expande-se muito além das fronteiras físicas e é mais rico do que todos os reinos da Terra juntos.
Seu reinado abrange o território ilimitado da intimidade das criaturas. São as paisagens e regiões do sentimento, onde podem ser colocadas as balizas da fraternidade.
Os Seus interesses são os do Pai que O criou. Neste mundo de formas transitórias, Ele figura acima das disputas mesquinhas de teor material.
Sua coroa e Seu cetro são o amor. Indestrutível no tempo. Seus seguidores, ao longo dos séculos, foram queimados, torturados, sem que desistissem dos tesouros da alma de que eram depositários fiéis.
Esse Rei tão poderoso escreveu a legislação do Seu Reino, de forma indelével, nos corações e nas mentes.
Por isso, os anos se somaram e a verdade continua chegando aos ouvidos que desejam ouvir, no idioma de cada um, porque ditada com a força da verdade.
Rei solar, tomou de uma roupagem semelhante a de todos os Seus súditos e viveu entre eles, durante um pouco mais de três décadas.
Mas extrapolou as fronteiras da nação que O recebeu e atravessou as idades, sem ter empanado o brilho da Sua vitória.
Ele venceu a morte e o mundo. Os homens O desejaram destruir, matando-Lhe o corpo físico. Ele retornou, cheio de luz, conforme anunciara, em uma indumentária indestrutível.
Ao contrário de todos os que reinam e reinaram sobre homens, Ele informou que viera para servir.
E realizou tarefas consideradas humilhantes, à época, quais a de lavar os pés de todos os Seus apóstolos, em célebre noite de despedida.
Inteligência superior a todas as que já passaram por este planeta, soube falar às gentes, com doçura, ensinando a verdade que liberta e torna felizes as criaturas.
Senhor dos Espíritos, demonstrou por atos e manifestou por palavras de que estava na Terra para cumprir a vontade de Deus, Pai dos céus, Criador do Universo.
Este Rei se chama Jesus. E, embora tenha partido da Terra, há mais de dois mil anos, a gratidão e a esperança dos homens comemoram Seu aniversário todos os anos.
Rei solar. Senhor dos Espíritos. Pastor de almas. Servidor.
Jesus, o Cristo.
Redação do Momento Espírita.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

IDIOMA RIDÍCULO

Agora, o Diário Oficial da União adotou o vocábulo presidenta nos atos e despachos iniciais de Dilma Rousseff.
As feministas do governo gostam de presidenta e as conservadoras (maioria) preferem presidente, já adotado por jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão.

Na verdade, a ordem partiu diretamente de Dilma: ela quer ser chamada de Presidenta. E ponto final.
Por oportuno, vou dar conhecimento a vocês de um texto sobre este assunto e que foi enviado pelo leitor Hélio Fontes, de Santa Catarina, intitulado Olha a “Vernácula” !

Vejam:
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.
Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante…
Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não “presidenta”, independentemente do sexo que tenha.

Se diz capela ardente, e não capela “ardenta”; se diz estudante, e não “estudanta”; se diz adolescente, e não “adolescenta”; se diz paciente, e não “pacienta”.
 
Um bom exemplo seria:
 

“A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta.”

PREMIER & LUDWIGS

Ringo Starr, o grande, influente e muitas vezes subestimado baterista dos Beatles usou seis baterias diferentes enquanto a banda existiu.

Ringo decidiu ser baterista na adolescência mas só aos 18 anos comprou seu primeiro kit sério - um Ajax. Começou tocando no "The Eddie Clayton Skiffle Group" e em seguida nos "The Raving Texans", que evoluiu para os "The Rory Storm & The Hurricanes". Em julho de 1960 Ringo comprou um kit Premier básico de 4 peças - um "Model 54".

Fundada em 1922 por Albert Della Porta e George Smith e baseada em Londres, em pouco tempo a Premier tornou-se um sucesso. Durante a Segunda Guerrra Mundial participou do esforço de guerra fabricando miras para armas multi-tanques e soquetes e plugs para equipamento de radar. Foi destruída nos bombardeios mas com a fabricação militar ganhou precisào. Foi compensada pelo governo inglês com uma nova fábrica após a guerra.

Premier - A marca era uma excelente alternativa para produtos importados. O kit de Ringo veio com um acabamento "Duroplastic" imitando mogno, que era dos mais baratos. Os pratos eram da marca "Zyn", fabricados pela própria Premier.
Enquanto esteve com os Hurricanes, Ringo usou as iniciais "R-S" pintadas em sua pele frontal e que podiam ser entendidas como "Rory Storm" ou "Ringo Starr". Um pouco depois pintou "Ringo Starr na pele fontal. Era esse kit que Ringo usava quando começou a tocar nos Beatles em 18 de agosto de 1962. No começo do ano seguinte um logotipo "Beatles" - o "Bug Logo" - foi providenciado.

Com o aumento do sucesso da banda o desejo de obter novos equipamentos foi crescendo. Viajando frequentemente para Londres, era difícil resistir à tentação quando visitavam as lojas de instrumentos. Em 12/05/63 Ringo recebe sua primeira Ludwig - considerada o "Drummer's Dream" - o Sonho dos Bateristas.

William F. Ludwig, Senior nasceu em 1879 e emigrou para os EUA com sua família quando tinha oito anos. Viviam em Chicago. O jovem William após assistir numa parada os orgulhosos percussionistas do Primeiro Regimento da Guarda Nacional de Illinois, desejou firmemente ser um deles. Entretanto seu pai não aceitou a idéia pois achava que a bateria não era um instrumento sério. Mas após muito tempo perdido com o violino e o piano, ganhou uma.

Ludwig Footpedal - William F. Ludwig progediu rapidamente e logo estava tocando em bandas locais como amador e depois como profissional.
Durante um trabalho de "vaudeville" em 1908 começou a ter dificuldades com o pedal do bumbo. O pedal de madeira Ludwig, pensado para marchas militares e circences, não atendia as necessidades dos novos ritmos sincopados do jazz e do ragtime. Como não encontrava nenhum que fosse satisfatório acabou construindo o seu próprio, que tinha um design que permitia tocar mais rápido sem perder força. Foi o primeiro pedal de bumbo funcional e o sucesso foi tão grande que em 1910 fundou com seu irmão Theobald a Ludwig & Ludwig. No início dos anos 60 estavam produzindo as baterias mais desejadas do mundo.

Ludwig n°2 - A "Drum City" era uma loja bastante moderna para a época sendo a primeira a comercializar exclusivamente baterias. Ivor Arbiter, seu proprietário num dia no final de abril de 1963, recebeu um telefonema da loja dizendo que alguém chamado Bian Epstein estava lá acompanhado de um baterista e queria comprar um instrumento, mas queria negociar um pouco. Eles foram mandados ao escritório e lá Ringo disse que queria uma bateria Ludwig preta. Isso era impossível já que não existiam baterias pretas dessa marca. Ringo então viu em cima da mesa de Ivor umas amostras de acabamento. Ao ver a amostra do "Oyster Black" disse: "Quero esta!". Não foram discutidos muitos aspectos técnicos como sonoridade - o kit foi escolhido pela cor. O kit comprado foi um com bumbo de 20" - bem menor que os normalmente usados na época mas foi escolhido para que Ringo parecesse maior - pratos Paiste e peles Ludwig "Weather Master".
Mas o mais importante desse dia é que foi quando o logotipo "The Beatles" foi criado por Ivor Arbiter. De um rascunho num papel de carta ao reconhecimento mundial. Arbiter nunca lucrou nada com sua criação.

Na primeira viagem para os EUA, Ringo comprou outra Ludwig de 20" em New York, praticamente igual à primeira. Foi entregue em 09/02/64. Tinha levado com ele apenas os pratos, a caixa e uma nova pele frontal. Comprou a bateria inteira mas nas fotos que ela aparece nota-se o bumbo, o tom-tom e o surdo com peles novas e a caixa com uma pele bem usada. Os pratos também são obviamente usados. É o kit das apresentações no Ed Sullivan Show e dos shows em Washington DC e no Carnegie Hall.
Nessa viagem também comprou seu primeiro prato Zildjan, um "ride" de 20". Até ali tinha sempre usado pratos Paiste - sempre escolhidos por Mal Evans - mas começou a substituí-los por Zildjans por seu som mais "aberto" e com maior volume.

Rogers Swiv-o-Matic - Outro acessório que Ringo tomou conhecimento foi o Rogers Swiv-o-Matic, uma fixação diferente para os tom-tons. Era muito mais rígido e permitia maior flexibilidade no posicionamento dos tambores. Foi instalado posteriormente em todas as suas baterias de 4 peças.

Ludwig n°3 - De volta à Inglaterra em maio do mesmo ano um novo kit passa a ser usado, agora um Ludwig com bumbo de 22". Esse kit se transformaria no seu principal instrumento entre 1964 e 1968, tanto ao vivo quanto no estúdio. Mais confiante em seu sucesso adotava agora uma bateria com tambores maiores, apesar de sua pequena estatura. Ele agora era muito maior que seus tambores.

Um ano depois um outro kit seria adicionado ao seu acervo, outra vez um Ludwig de 22" praticamente idêntico ao anterior. Com ele o Drop-T n°5. Nas turnês de 1964 foi usado o primeiro kit de 22" com o logo Drop-T n°4. Nas de 1965 é usado o segundo kit de 22"com o logo Drop-T n°5. Nas de 1966 ele voltaria a usar o primeiro kit de 22" mas com um novo logotipo, o Drop-T n°6. É com esse que Ringo toca no Candlestick Park, a última apresentação ao vivo dos Beatles.

Ludwig Holywood - Com o projeto "Let It Be" chega um novo kit Ludwig, totalmente diferente dos anteriores. O modelo "Hollywood" agora tem cinco peças, apresentando dois tom-tons. E pela primeira vez Ringo não escolhe o acabamento "Black Oyster Pearl" que era sua marca, preferindo desta vez o Natural Maple como revestimento. Uma nova pele frontal foi preparada, com o logo Drop-T n°7 mas nunca foi usada. O fato de que não mais se apresentariam ao vivo somado ao hábito comum de não usar a pele frontal ao gravar a bateria, levaram ao seu abandono. O kit foi usado nos álbuns "Let It Be" e "Abbey Road".

Ringo ainda possui os kits n°2, n°3, n°4 e o Hollywood, assim como a caixa e o tom-tom do kit n°1.
O Kit Premier (PRIMEIRA BATERIA)
Foi comprada em Liverpool em julho de 1960. Quando Ringo começou a tocar com os Beatles a pele frontal tinha o logo "Ringo Starr". Em janeiro de 1963 o "Bug Logo" (BEATLES) foi montado. Foi usada até o final de 1963.
Marca: Premier "Model 54"
Logo original: Bug Logo
Bumbo: 20"x17"
Surdo: 16"x20"
Tom-tom: 12"x18"
Caixa: Royal Ace - 14"x4"
Ride: Zyn (by PREMIER)18"
Crash: Zyn 16"
Hi-Hat: Zyn 14"
Acabamento: "Duroplastic" mogno
   

O Kit Ludwig n°1
Foi comprada em Londres na "Drum City e entregue em 12/05/63 nos estúdios da Alpha Television em Birmingham
Marca: Ludwig "Downbeat"
Logo original: Drop-T n°1
Peles: Ludwig "Weather Master"
Bumbo: 20"x14"
Surdo: 14"x14"
Caixa: 14"x4"
Tom-tom: 12"x8"
Ride: Paiste 18"
Crash: Paiste 16"
Hi-Hat: Paiste 14"
Acabamento: "Black Oyster Pearl"
O Kit Ludwig n°2
Foi comprada em New York na primeira viagem aos EUA e entregue em 09/02/64 nos estúdios da "ABC TV".
Marca: Ludwig "Downbeat"
Logo original: Drop-T n°2
Peles: Remo "Weather King"
Bumbo: 20"x14"
Surdo: 14"x14"
Caixa: 14"x4"
Tom-tom: 12"x8"
Ride: Paiste 18"
Crash: Paiste 16"
Hi-Hat: Paiste 14"
Acabamento: "Black Oyster Pearl"
OBS: Só se consegue distinguir esta da primeira por detalhes muito sutis no "tigrado" do acabamento e pela pele frontal usada.


O Kit Ludwig "Hollywood"
No final de 1968, Ringo recebeu um novo kit Ludwig, modelo "Hollywood" mas só começou a usá-lo nas sessões de filmagem de "Let It Be" nos estúdios Twikenham. É um kit de cinco peças que tem dois tom-tons e acabamento natural em maple.
A caixa que veio com o kit era uma Ludwig Supra-Phonic 400 de metal medindo 14"x5" mas Ringo preferiu usar sua "Jazz Festival" com acabamento "Black Oyster Pearl", que é a que vemos nas cenas do filme.
Uma nova pele Ludwig "Weather Master" com o logo Drop-T n°7 foi preparada mas nunca foi montada - o kit sempre foi usado sem a pele frontal.

É o que foi usado no solo de bateria de "The End".

Marca: Ludwig "Hollywood"
Peles: Ludwig "Weather Master"
Bumbo: 22"x14"
Pedal: Ludwig "Speed King"
Surdo: 16"x16"
Caixa: 14"x4" Jazz Festival
Tom-tom 1: 12"x8"
Tom-tom 2: 13"x9"
Ride: Zildjan 20"
Crash: Zildjan 18"
Hi-Hat: Zildjan 14"
Acabamento: Natural Maple


A LOGO-MARCA BEATLES

O primeiro logotipo usado é conhecido por "Bug Logo". Foi pintado em janeiro de 1963 e usado no kit Premier.

O logotipo mais conhecido veio na primeira Ludwig e é conhecido por
"Drop-T".

Ringo Starr estava acompanhado de Brian Epstein - na loja "Drum City" em Londres - ao comprar sua primeira Ludwig. Brian percebeu que a pele frontal vinha com o logotipo da marca e argumentou que a banda não se chamava Ludwig e sim The Beatles e então exigiu que o nome da banda também aparecesse na pele frontal e num tamanho maior.

Ivor Arbiter, o dono da loja, pegou um bloco de papel e fez alguns desenhos, entre eles um que tinha "The Beatles" escrito com o "B" e o "T" num tamanho exagerado que seria o escolhido e ficaria conhecido mundialmente como o logotipo oficial da banda. Foi pintado na pele da nova bateria na própria loja. Brian pagou £5 pelo serviço.

As letras do logotipo Ludwig eram coladas e iam caindo com o uso.
Em pouco tempo só as duas primeiras letras ainda restavam e só se podia ler "Lu". Isso era uma fonte de piadas para John que apresentava: "And sitting on the Lu, Ringo", fazendo um trocadilho com o significado de "loo" - privada na gíria inglesa. O "Ludwig" acabaria repintado.

Daí pra frente mais sete peles seriam usadas e pintadas, cada uma com uma característica diferente.
Todas elas foram pintadas na "Drum City" e pelo mesmo homem - Eddie Stokes - o pintor de letreiros da loja.

É interessante notar como cada uma delas se relaciona com um momento específico da história da banda.

O Bug Logo - 1963
Alguns esboços feitos por Paul McCartney foram levados para o pintor de letreiros Tex O'Hara de Liverpool - irmão de Brian, guitarista do The Fourmost, outra banda empresariada por Brian Epstein - que experimentou algumas idéias.
Tex fez uns dez desenhos que foram apresentados à banda. Eles acabaram escolhendo o logo feito com uma letra cursiva onde o "B" de "Beatles" tinha como enfeite linhas lembram as antenas de um inseto.
Foi pintado em janeiro de 1963 em uma faixa de linho que era montada junto com a pele frontal do kit Premier e presa pelos aros de fixação. Note a sobra de tecido na lateral do instrumento.

O Drop-T n°1
Não é difícil reconhecer essa pele. Ela tem o menor logo "Ludwig" entre todos e ele está posicionado bem no alto, quase tocando o aro na parte superior.
O logo "The Beatles" foi pintado à mão por Eddie Stokes - o pintor de letreiros da loja "Drum City" de Londres - sobre a pele Ludwig Weather Master de 20" montada na primeira Ludwig comprada por Ringo. Era o verão de 1963.
Apareceu pela primeira vez em 12/05/63 nos estúdios da Alpha Television. A última aparição ao vivo foi em 14/12/63 no Wimbledom Palais. No show de TV "Thank Your Lucky Stars", gravado no dia 15 e transmitido no dia 21 de dezembro de 1963, foi usada pela última vez.
Nessa época, grande parte do logotipo "Ludwig" tinha caído.

O Drop-T - "Lu"
Como foram usadas letras auto-adesivas na confecção do logo "Ludwig", elas acabaram caindo com o tempo.
No dia 21/12/63 Gerry Evans da loja "Drum City" assistiu a transmissão do Thank Your Lucky Stars" e viu, espantado, o logo "Ludwig" despedaçado. Imediatamente ligou para Mal Evans e propôs que o mesmo fosse pintado. A pele foi enviada para a loja e o mesmo Eddie Stokes retirou o resto das letras adesivas e pintou o logo "Ludwig" na mesma posição.
A pele com o novo logo ficou virtualmente idêntica à anterior sendo a única diferença o peso ligeiramente maior das letras em "Ludwig".

FONTE: http://www.thebeatles.com.br/ringopics.php







NOMES DE GRUPOS FAMOSOS

Abba 
Formado pelas letras iniciais dos nomes dos quatro integrantes do grupo. Agneta Faltskog, Bjorn Ulvaeus, Benny Anderson e Anni-Frid Lyngstad. A palavra em si quer dizer Papai (ou paizinho) em hebraico.

Aerosmith 
O nome Aerosmith não significa absolutamente nada. Foi proposto por Joey Kramer e segundo Steven Tyler foi o único nome entre vários propostos que ninguém odiou.

Alice Cooper 
Foi o nome da banda montada pelo vocalista Vincent Damon Furnier, que tomou o nome para si após a dissolução desta. O nome, segundo Vincent, foi inspirado por um espírito através de uma tábua de ouija (uma ferramenta para comunicação com os mortos semelhante ao “jogo-do-copo” difundido no Brasil). Alice Cooper teria sido uma feiticeira em uma das vidas passadas do vocalista.

Beatles 
Inicialmente em 1956, eles se chamavam the Quarrymen, tirado do nome da escola em que estudavam, the Quarrybank High School. Com esse nome, a banda formou seu núcleo com John, Paul e George. Até 1959, os três já haviam saído desta escola, portanto era uma questão de tempo até mudarem o nome da banda. Experimentaram vários nomes sem muita convicção como Johnny & the Moondogs, mas só no final do ano resolvem pensar seriamente no assunto. O quarteto de Liverpool adorava Buddy Holly & the Crickets. O nome Cricket tem duplo sentido na Inglaterra. Lennon começou então a buscar outros insetos que pudessem ter um duplo sentido. Ele acabou chegando em beetles (besouros) escrito Beatles para fazer um trocadilho com beat music. Assim nasce the Beatles em final de 1959.

Eagles – Influenciado pelos Byrds e querendo um nome bem americano, Bernie Leadon conta: “Bem, nós todos queríamos um nome que fosse curto e conciso, que invocasse uma imagem. Nós achávamos que o nome seria muito importante. Todos estavam lendo Castaneda naquela época e queríamos um nome que tivesse alguma conotação mitológica. Frey queria um nome que pudesse servir para uma gangue de rua de Detroit e Henley estava envolvido com coisas indígenas. Todo mundo queria um nome simples e forte.”

Elton John 
Tirado dos músicos Elton Dean and John Baldry. Seu nome verdadeiro é Reginald Dwight.

Heavy Metal 
Termo criado pelo autor beatnick William Burroughs nos anos sessenta sem nenhuma relação a música. Steppenwolf em “Born to be Wild” é o primeiro a usá-lo, “Heavy Metal Thunder”, referindo-se ao barulho alto do motor das motocicletas.

Led Zeppelin 
O baterista do the Who, Keith Moon, achou que a banda de Jimmy Page, que ainda se chamava The New Yardbirds, era pesada como chumbo e flutuava como um Zepelim. Daí Lead Zeppelin (Zepelim de Chumbo). Um Zepelin trata-se de um balão dirigível em forma de charuto. Mais tarde o nome foi mudado para Led Zeppelin para não ter dúvidas quanto à pronúncia.

Oasis 
É o nome de um centro esportivo em Swindon, Inglaterra.

Queen 
Segundo Freddie Mercury: “Eu sempre tive a idéia fixa de chamar a banda de Queen. Este era um nome muito forte, muito universal e imediato, tinha uma visão de potência e estava aberta a vários tipos de interpretação. Eu estava ciente da possível conotação gay ao nome, mas essa era apenas uma das várias ‘caras’ para o nome.”

Simply Red 
Mick Hucknall trabalhava à noite como DJ. Quando alguém perguntou como gostaria de ser chamado, ele disse: ‘Just Red’ (’Apenas Vermelho’), um apelido de infância do cantor por causa de seu cabelo extremamente avermelhado. O gerente então perguntou: ‘Como assim?’. ‘Simply Red’ (’Simplesmente Vermelho’), Mick respondeu.

U2
 Modelo de avião usado para espionagem desenvolvidos pelo governo americano. Bono declarou certa vez que o nome vem da idéia de interatividade com o público, “You Too” (Você Também).

Wings 
Paul McCartney bolou o nome enquanto aguardava em uma das asas do hospital onde Linda dava a luz a um dos seus filhos.

Ultraje à Rigor
Durante uma festa em que se apresentavam, Roger pensou em Ultraje, mas achou punk demais para a época. Resolveu perguntar a Edgard Scandurra (então guitarrista da banda), que chegou no meio da conversa e, sem entender direito a pergunta, disse: “Que traje? O traje a rigor?”

Van Halen
Trata-se realmente do sobrenome dos irmãos fundadores da banda, descendentes de Holandeses.

The Who
Eles se chamavam The High Numbers e chegaram a lançar um compacto assim embora insatisfeitos com o nome. A lenda conta que o pessoal estava bombardeando nomes possíveis até que alguém que já estava ficando surdo para as idéias, retrucou "Os Quem?"

Yes
Segundo Jon Anderson: "Queríamos uma palavra que inspirasse uma forte convicção no que estávamos fazendo. Tínhamos que ter um título forte e correto para a banda".

Velvet Underground
Nome de livro sobre hábitos sexuais bizarros da sociedade americana. Antes a banda se chamou "Primitives" e "Warlocks

Barão Vermelho
O nome do Barão Vermelho foi tirado das tirinhas do Snoopy e do Charlie Brown.

The Doors
A idéia de escolher esse nome começou com numa conversa de Jim Morrison com um amigo na Universidade da Califórnia. Eles estavam discutindo nomes para uma imaginária banda de rock e chegaram a conclusão de que uma boa escolha seria "Doors". O nome foi inspirado num livro de Aldous Huxley chamado " The Doors of Perception" e num poema de William Blake: "Quando as portas da percepção são abertas, o homem vê coisas como elas realmente são: infinitas" .

Rush
Estavam todos preocupados pois já tinham uma apresentação marcada porem ainda não tinham nome. O irmão mais velho de John Rustley deu como suggestão Rush.

Sepultura
Segundo o baterista Igor Cavalera: "Sepultura é um nome que eu e meu irmão (Max Cavalera) inventamos com 13 anos de idade. Como a gente morava em Belo Horizonte, uma cidade super conservadora, com uma igreja em cada esquina, achamos que um jeito de chocar na época era chamar a banda de Sepultura. Tiramos o nome de uma música do Motorhead, 'Dancing on Your Grave'. Lembro que fizemos até um teste, nem existia a banda ainda, mas a gente falava que sim. Aí chegamos na minha avó: 'Vó, nossa banda chama Sepultura'. Ela ficou apavorada! Daí, pronto, deu certo. Não tivemos nenhuma visão nem sonho para escolher o nome da banda. Foi mesmo uma coisa de dois moleques idiotas em BH."

Sex Pistols
O nome da banda foi baseado no nome da loja de Malcolm McLaren (Sex). É também uma conotação para o pênis.

Silverchair
Homenagem híbrida juntando "Sliver" do Nirvana com "Berlin Chair" do You Am I.

Skid Row
Gíria para Sarjeta. O nome foi uma sugestão de Jon Bon Jovi. A banda iria se chamar Skip Rope (Pular Corda).

Slayer
Carrasco. Inspirado no filme "Dragonslayer", muito embora no disco Divine Intervention você encontra os dizeres "Satan Laughs As You Eternally Rot" ("Satã Rir Enquanto Você Apodrece Eternamente").

System Of A Down
O nome vem de um poema do guitarrista, Daron, chamado Victims Of A Down. System foi escolhida por ser uma palavra mais forte.

U2
Modelo de avião usado para espionagem desenvolvidos pelo governo americano. Bono declarou certa vez que o nome vem da idéia de interatividade com o publico, "You Too", Você Também.

Ramones
O Beatle Paul McCartney usou o pseudônimo Paul Ramone durante a primeira excursão dos Beatles à Escócia. A banda tomou emprestado dele o sobrenome.

Rolling Stones
Rolling Stones era o nome de um blues de Muddy Waters, ídolo do guitarrista Brian Jones, que decidiu botar o nome da música (cuja letra dizia que "pedra que rola não cria musgo") na banda. O "g" veio anos depois, dada a insistência de um empresário em prol do inglês correto.

Red Hot Chilli Peppers
Pimentas vermelhas ardidas. Segundo Anthony Kiedis: "Eu acho que foi em 1983 o primeiro show em que nós tocamos e fomos chamados de Tony Flow and The Miraculously Majestic Masters of Mayhem. Logo após o show, nós chegamos a conclusão que o nome era uma droga. Depois de uma semana pensando em milhares de nomes, o Flea veio com a idéia do nome Red Hot Chili Peppers que parecia muito apropriado pois transmitia energia, cor e sons".

Legião Urbana
Depois do fim da banda Aborto Elétrico, Renato Russo começou a tocar com o baterista Marcelo Bonfá. Antes de Dado Villa-Lobos aparecer, a idéia dos dois era revezar guitarristas e tecladistas para completar a banda. Uma legião de músicos, no caso.

Paralamas do Sucesso
A banda de Herbert Vianna poderia se chamar As Plantinhas da Mamãe ou As Cadeirinhas da Vovó o grupo ensaiava na casa da avó do baixista Bi Ribeiro. Foi ele que teve a idéia de mudar para Paralamas, que todos acharam curioso e ridículo o suficiente.

REM
Trata-se da sigla para "Rapid Eyes Movements", movimentos rápidos e espasmódicos dos olhos durante o sono que marcam o início dos sonhos.

Capital Inicial
O nome da banda de Brasília não tem nada a ver com a capital federal. É que, como os músicos do grupo cantavam em festas e baladas só de brincadeira, não tinham dinheiro pra começar uma carreira profissional. Ou seja, faltava o "capital inicial".

P.O.D.
Abreviação de "Payable on Death". Palavra técnica usada nos bancos. Quer dizer que quando uma pessoa morre alguém vai herdar seu dinheiro. Então é necessário que essa pessoa morra para herdar e isso é uma referência à pessoa de Cristo, porque Ele morreu pelos homens.

Pearl Jam
Uma das prováveis origens do nome Pearl Jam tem a ver com uma geleia (jam em inglês) feita pela avó de Eddie Veder (chamada Pearl) cuja composição incluía peyote. Outras versões informam que Pearl Jam seria gíria, significando esporra. Eles quase se chamaram de "Mookie Blaylock" em homenagem a um jogador de basquete.

Pink Floyd
O nome Pink Floyd é a junção dos nomes de dois antigos músicos de Blues, Pink Anderson e Floyd Council (Dipper Boy), que influenciaram Syd Barret. Syd nomeou a banda com o nome de um dos discos da dupla, The Pink Floyd Sound, mais tarde abreviado para Pink Floyd. Por pouco eles não se chamaram de "Anderson Council" ou "Megadeath".

Police
Stuart Copeland teve a brilhante ideia de usar um nome que estaria TODOS os dias em TODOS os jornais de TODO o mundo. Que tal essa, como jogada publicitaria?

Queen
Segundo Freddie Mercury: "Eu sempre tive a idéia fixa de chamar a banda de Queen. Este era um nome muito forte, muito universal e imediato, tinha uma visão de potência e estava aberta a vários tipos de interpretação. Eu estava ciente da possível conotação gay ao nome, mas essa era apenas uma das várias 'caras' para o nome."

Radiohead
Tirado da música "Radio Head" dos Talking Heads.

Rage Against The Machine
A primeira banda do vocalista Zack De La Rocha se chamava Inside Out, e chegou a lançar um CD. O nome do segunto CD desta banda seria Rage Against The Machine, mas esse segundo CD nunca chegou a ser lançado. Zack então aproveitou o nome para a sua nova banda.

Led Zeppelin
O baterista do the Who, Keith Moon, achou que a banda de Jimmy Page, que ainda se chamava The New Yardbirds, era pesada como chumbo e flutuava como um Zepelim. Daí Lead Zeppelin (Zepelim de Chumbo). Um Zepelin trata-se de um balão dirigível em forma de charuto. Mais tarde o nome foi mudado para Led Zeppelin para não ter dúvidas quanto à pronúncia.

Limp Bizkit
O nome Limp Bizkit surgiu durante uma conversa entre o vocalista Fred Durst e um amigo que diz que seu cérebro parece um "limp biscuit" (uma bolacha amolecida). Ele gostou da idéia e adotou o nome.

Linkin Park
A banda se chamava "Hybrid Theory", mudou o nome para "Linkin Park" por questões legais porque já existia uma outra banda com esse nome. Eles escolheram esse nome porque o Chester Bennington (vocalista) costumava dirigir pelo Lincon Park em Santa Mônica (que era uma vizinhança onde os desabrigados costumavam ir) e esse nome ganhou a atenção de todos por sua boa sonoridade. Eles mudaram alguma coisinha no nome porque assim eles poderiam comprar o domínio pois o linconpark era muito caro.

Marilyn Manson
A junção dos nomes Marilyn Monroe e Charles Manson. Duas celebridades de fama extremamete opostas.

Metallica
Lars Ulrich ajudava um amigo bolar o nome de um metal fanzine. Uma das sugestões foi Metallica que não foi aproveitado para a revista. Lars então pegou para ele.

Nirvana
Estado avançado de espírito na cultura hindú.

Oasis
É o nome de um centro esportivo em Swindon, Inglaterra.

Offspring
Tiraram o nome do filme B "The Offspring - They Were Born To Kill" (Os Decendentes - Eles Nasceram Para Matar).

Orgy
Uma referencia à orgia de som que eles criavam. A conotação sexual também ajudava a atrair público

Ozzy Osbourne
"Ozzy" é seu apelido desde criança.

Faith No More
Fé Nunca Mais. O nome anterior era Sharp Young Men, que depois mudou para Faith No Man quando seu crooner era Mike "The Man" Morris. Quando Morris saiu em 1982, evoluíram para Faith No More.

Foo Fighters
Gíria originada durante a Segunda Guerra Mundial significando UFO's (OVNI's). A palavra Foo é uma corruptela do francês "feu" significando "fogo" ou "fou", significando "insano". Dizem que tudo começou quando um grupo de pilotos da aeronáutica tentaram atirar em possíveis UFO's.

Green Day
Trata-se de uma referência a maconha. Um dia verde é um dia em que você deixa de fazer suas obrigações para ficar fumando. Também cotado como inspiração, uma placa no filme "Soilent Verde" escrito "Green Day". A banda se chamava Sweet Children.

Guns N'Roses
Tirado dos nomes de Tracii Guns e Axl Rose ou de suas respectivas bandas, LA Guns e Hollywood Roses.

Helloween
Trocadilho com hell (inferno) e halloween (festa americana do dia das bruxas).

Iron Maiden
O nome "Iron Maiden" foi tomado do filme "The Man in The Iron Mask". A "donzela de ferro" é um instrumento de tortura composto de uma caixa repleta de lanças pontiagudas em seu revestimento interior onde o condenado era trancafiado. "Donzela de Ferro" é também um dos apelidos da ex-primeira ministra inglesa Margareth Tatcher.

Judas Priest
Sacerdotes de Judas. Nome tirado da canção "The Ballad of Frankie Lee and Judas Priest" de Bob Dylan.

Kiss
Significa Beijo. O nome foi escolhido por soar perigoso e sexy. O acrônimo "Knights In Satan's Service" ("Cavaleiros a Serviço de Satã") foi uma inteligente e lucrativa maneira para ajudar evangelistas a colocarem o medo de Deus no homem comum.

Korn
Varias versões propagadas pela própria banda. Referente a lenda urbana sobre um homem que comeu milho estragado e teve diarréia. Corruptela para Kiddy Porn (Pornografia Infantil). Ou não quer dizer nada mas a banda gostou do nome assim mesmo.

Dimmu Borgir
A banda é de black metal norueguês, porém o nome está em islandês e quer dizer "castelo negro". Existe também uma montanha na Islândia com este nome.

Dream Theater
Originalmente chamados de Majesty, mudaram o nome para o de um teatro na vizinhança em Los Angles.

Duran Duran
Vilão do filme "Barbarella" estrelado por Jane Fonda.

Elton John
Tirado dos músicos Elton Dean and John Baldry. Seu nome verdadeiro é Reginald Dwight.

Engenheiros do Hawaii
Tudo começou em 1984 na Faculdade de Arquitetura em Porto Alegre, onde o grupo estudava. Existia uma rixa entre o pessoal de arquitetura e engenharia. Os estudantes se envolviam em rixas curriculares, filosóficas, estilos de vidas, etc. Enfim, o pessoal da arquitetura inventou um apelido para acabar com os inimigos. "Todo estudante de arquitetura é meio arrogante, acha que os engenheiros estão abaixo. Tinha um pessoal na engenharia que usava aquelas roupas de surfista, e, para irritá-los, nós fazíamos questão de chamá-los de 'engenheiros' e, mais do que isso, 'engenheiros do hawaii', que é um paraíso meio kitsch". Na época, havia uma explosão de bandas punk, todas com nomes heróicos entre elas: Cavaleiros do apocalipse, Virgens Nucleares, Titãs, etc. Disse Humberto: "Sempre me assustou essa coisa heróica da música pop, porque te leva a ser meio semideus. Engenheiros do Hawaii era um nome desmistificador, ninguém nos levaria muito a sério. É um nome que até hoje nos protege de nos encararem como sacerdotes".

Extreme
Inicialmente chamado de Dream até descobrir outra banda com esse nome. Enquanto imaginavam algo em torno de ex-Dream chegaram a Extreme. Segundo o baterista Paul Geary: "O nome do nosso grupo tem muito a ver com o nosso som. De Prince a Led Zeppelin, nós tínhamos uma ampla gama de influências".

Black Sabbath
Um Sabbath Negro é uma reunião de bruxas e feiticeiras. A banda se chamava Earth e resolveu assumir o nome de uma música composta por Geezer Butler, inspirada em um suspense do novelista Denis Wheatley.

Blink-182
Eles queriam se chamar Blink mas já havia uma banda Irlandesa com esse nome. 182 é a quantidade de vezes que Al Pacino diz a palavra "fuck" no filme "Scarface".

Blur
A banda na verdade se chamava SEYMOUR porem uma das condições em seu primeiro contrato era de se mudar o nome para um contido em uma lista oferecida pela gravadora. Blur foi escolhido como a melhor opção.

Bob Dylan
Seu nome verdadeiro é Robert Zimmerman. Achando o nome excessivamente étnico e sendo grande admirador do poeta Dylan Thomas, ele mudou para Bob Dylan.

Bon Jovi
Mutação do verdadeiro nome do vocalista, John Bongiovi, Jr.

Bush
Alusão a "Sheperd's Bush", bairro em Londres.

Cinderella
Nome escolhido pela falta de conotação heavy metal.

Clash
Tirado de manchete do jornal "A Clash With Police". Paul Simmon teve a idéia e todos concordaram.

Cranberries
O nome original era Cranberry Saw Us, mutação de Cranberry Sauce (molho da fruta cranberry). Quando Dolores O'Riordan se juntou ao grupo ela sugeriu encurtar para The Cranberries

Creed
O nome da família em Pet Sematary de Stephen King.

Cult
O nome veio de uma manchete que Ian Astbury leu num jornal. Inicialmente se chamavam Southern Death Cult, depois Death Cult e finalmente apenas The Cult.

Cure
Originalmente, The Easy Cure (A Cura Fácil).

David Bowie
Bowie é um tipo de canivete. Seu nome verdadeiro é David Jones. Ele mudou o nome em 1966 para não ser confundido com Davy Jones dos Monkees

Deep Purple
A avó do Ritchie Blackmore gostava da música "Deep Purple" de Bing Crosby.

The Beatles
Inicialmente em 1956, eles se chamavam the Quarrymen, tirado do nome da escola em que estudavam, the Quarrybank High School. Com esse nome, a banda formou seu núcleo com John, Paul e George. Até 1959, os três já haviam saído desta escola, portanto era uma questão de tempo até mudarem o nome da banda. Experimentaram vários nomes sem muita convicção como Johnny & the Moondogs mas só no final do ano resolvem pensar seriamente no assunto. O quarteto de Liverpool adorava Buddy Holly & the Crickets. O nome Cricket tem duplo sentido na Inglaterra. Lennon começou então a buscar outros insetos que pudessem ter um duplo sentido. Ele acabou chegando em beetles (besouros) escrito Beatles para fazer um trocadilho com beat music. Assim nasce the Beatles em final de 1959. Muito pouco tempo depois, o amigo Cas Jones do grupo Cas & the Casanovas achou o nome ruim pois a mentalidade da época era de que bandas precisam ter um nome grande e sugeriu, "Porque vocês não se chamam Long John Silver & the Beatles?", uma alusão ao Long John Silver, o astuto pirata, personagem do livro A Ilha Do Tesouro. Inseguros, no dia de uma importante audição para uma futura excursão a Escócia, eles se apresentaram como the Silver Beatles e seus nomes artísticos se tonaram John Silver, Paul Ramon (donde os Ramones tiraram o seu nome), Carl Harrison (homenagem a Carl Perkins) e Stu de Stijl (homenagem a Nicolas de Stijl, pintor expressionista). Na bateria, no dia da audição, John Hutch e para a excursão Thomas Moore. Depois dessa excursão voltam a ser simplesmente the Beatles e nunca mais mudam.

AC/DC
A irmã de Angus e Malcolm Young, Margaret, criou o nome. Aparentemente ela achou a sigla em um eletrodoméstico, e achou que casava bem com a banda, visto que tinha a ver com eletricidade (AC/DC é um indicativo de corrente contínua e alternada). Depois descobriram que era também uma gíria que designava bissexuais mas já era tarde. São infundadas as versões de que o nome seria uma sigla para Anti-Christ/Dead-Christ (anticristo, cristo morto).

Aerosmith
O nome Aerosmith não significa absolutamente nada. Foi proposto por Joey Kramer e segundo Steven Tyler foi o único nome entre vários propostos que ninguém odiou.

Alice In Chains
Paródia masoquista de Alice no País das Maravilhas. A idéia inicial (que nunca chegou a acontecer) era de tocarem covers de Slayer usando vestidos.

Angra
O nome foi escolhido por duas razões: por ser um nome tipicamente brasileiro (dado à "Deusa do Fogo") e por parecer o adjetivo "Angry" (em inglês, raivoso).

Anthrax
É o nome de um microorganismo desenvolvido para guerra bacteriológica. Ficou famoso após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, quando a banda chegou a cogitar mudar de nome.

Audioslave
Primeiro, a banda foi batizada Civilian. Mas acontece que já existia uma banda de nome Civilian, e foi preciso procurar outro nome. Chris Cornell (vocalista) sugeriu Audioslave e ninguém na banda ousou discordar. Só que também já existia um Audioslave. Desta vez, a banda resolveu entrar em acordo com a banda homônima para continuar sendo Audioslave.

 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Bandinha de amadorismo!

BANDINHA DE AMADORISMO ...
é o que mais tem .....
e a genti burro velho di estrada tamus diluídos no meio disso porque tudo ficou nivelado por baixo!
Qualquer um quer virar artista até sem ter talento pra isso ....
Culpa do sistema ..... ???
o bom musico profissional morre de fome ....
Enquanto isso de um lado vc a garotada EMO brincando di Rock and Roll ....
do outro extremo: Médicos, Advogados, e até Magistrados, tocando na Night por Hobby e pra tirar onda ....
Enquanto isso: o bom musico profissional morre de fome ....
É ridículo pagar pra tocar ....
É imoral tocar di graça .... (Salvo numa Festa de amigos) ......
Todo Musico gasta com manutenção de seu instrumento como cordas etc...
SE A CLASSE NÃO GRITAR POR ISSO .... como ficará???
Leiam o Blog.




Olá pessoal! Hoje vou falar de algo muito importante para vocês que tem banda e querem tocar, mostrar o som seja lá onde for.
Bom, antes de tudo deve se ter muito cuidado em escolher os eventos.

Não tenha preconceito só por que é um bar, uma espelunca, ou qualquer coisa parecida. Já tocamos em lugares com um “puta” visual maneiro e que tinha o som horroroso, ao contrário do lugar “espelunca” com um “puta” som foda! O lance de ter palco ou não, isso não deve importar muito.

O importante é o espaço ter um bom e honesto equipamento para que tudo que seja tocado seja ouvido com exatidão. Se ganha muito mais com isso não é verdade!
Outra coisa que também acho um absurdo é a banda ter que vender ingresso para tocar em certos eventos. Isso é uma prática executada por grande parte dos produtores aqui no Rio de Janeiro que tem que acabar. Como!? Bom, começando em não aceitar tocar nesse sistema. Sei que a vontade de tocar, de mostrar o som é forte.
Mas, muitas das bandas que conheço, que entram neste esquema, acabam tomando prejuízo. 
A maioria destes produtores, aproveitam o início da “mulecada” que acabou de ganhar o seu instrumento, que formou uma banda agora, tirou meia dúzia de músicas e já se acha apta a tocar.

E este tipo de produtor aparece dizendo que esta “mulecada” tem condições pra tocar no evento dele, o que é uma mentira!
É lógico que ele quer incorporar a banda iniciante neste sistema de venda de ingressos. Estes “produteros” vamos chamar este tipo de produtor assim, ok. Bom, os “produteros” adoram estas bandas que estão no comecinho de carreira.

Pois ele sabe que estas poderão vender os ingressos com mais facilidade. Papai, Mamãe, Titia, Vovó e até o cachorro se pudesse pagar estaria neste evento para ver o futuro e promissor músico da família. Mas todos nós sabemos que no decorrer das sequências de datas de shows desta banda, este número se reduz gradativamente.
Os amigos vão ter outras coisas a fazer e a família também. Nós já tocamos em eventos que só tinham bandas, uma tocando para a outra. Bizarro né? Mas isso rola! E isso também demonstra que o cara, o produtero, nem divulgação própria do evento dele ele fez.
Deixando isso a cargo de todas as bandas convidadas. E o que acontece com tudo isso? A banda acaba perdendo dinheiro. Dinheiro que poderia ser investido em uma boa sala de ensaio, uma boa pré-gravação das músicas próprias para a banda melhorar ainda mais a música autorais.
Por isso meus amigos que estão começando agora no mundo da música, tenham paciência. Leve amigos sinceros para os seus ensaios, pergunte para eles o que acham das execuções das músicas próprias ou covers se tiver. Exija sinceridade total e brutal por parte deles.
Escute, absorva e analise o que eles dirão. Não fique discordando do que eles disserem. Se fizer isso nem deveria tê-los levado ao ensaio.
E depois de tudo isso, quando você estiver apto para uma apresentação, vá para estrada.
É muito legal quando se vai assistir um evento de rock, às escuras, e você assiste uma banda super afinada e sintonizada. Horrível é quando acontece o contrário!
Bandas que mal sabem tocar, e pior, não sabem que direção de sonoridade seguir.
Isso acaba desmerecendo todo circuito underground Carioca.

Isso acaba assustando a platéia deste ou qualquer outro tipo de espaço que submetesse a deixar isso acontecer.
Você que tem banda não vai querer manchar seu currículo com isso não é mesmo?! Por isso galera ensaie, ensaie bastante.
E quando for chamado para tocar em algum evento só toque se este não lhe cobrar absolutamente nada, a não ser o compromisso de estar lá no dia e na hora marcada, ok. Somos músicos, artistas, e queremos ser tratados com respeito, com dignidade!
Toquem nos eventos legais, honestos. Pois eles é que trarão mais e mais oportunidades pra você mostrar seu som.
Uma boa apresentação sempre levará a sua banda para outra bela apresentação em outro lugar. Isso é certo, acredite!
Então pessoal, vou ficando por aqui! Espero que tenham gostado do texto, no próximo post vou dar dicas legais que podem ajudar a reverter este sistema covarde de vendas de ingressos. Um grande abraço a todos, e saibam que o circuito underground carioca está assim, uma merda, por que nós deixamos acontecer. Deixamos o monstro crescer. (Os donos de casas noturnas tirar os outros como otário)!!!
Cabe a nós destruí-lo! Comentem coloque suas idéias aqui também. Vamos trabalhar juntos para que as coisas fiquem legais pra todo mundo.

BLUES & BEER 2003

Tavinho Rangel e seus companheiros da Blues & Beer não tinham como prever que, ao embarcarem rumo a São Paulo naquela manhã de uma terça-feira, 11 de março de 2003, estariam prestes a vivenciar uma experiência musical e pessoal muito marcante em suas vidas.

Só o fato de estarem indo tocar no Bourbon Street - uma das mais consideradas casas de shows da noite paulistana – para divulgar “Até o último gole...”, o primeiro CD da banda, já seria bastante significativo. Contudo, o destino fez questão de lhes proporcionar algo inesperado e decididamente inesquecível: dividir o palco com o FOCUS, um dos mais emblemáticos e consagrados grupos da história do rock progressivo.

Casualmente hospedados no mesmo hotel, os músicos acabaram se esbarrando no saguão. O súbito encontro foi marcado por uma simpatia mútua que alimentou um rápido, descontraído e animado bate-papo. O grupo holandês estava em tour mundial, divulgando um novo CD e como só iria se apresentar na sexta-feira, 14 de março no ATL Music Hall, estava com tempo disponível livre e disposto a curtir um pouco de Sampa. Os cariocas da Blues & Beer estavam com o tempo mais apertado, pois se apresentariam já naquela noite e ainda deveriam ir ao local do show para fazer a passagem de som. Mesmo assim não se furtaram de combinar um encontro com Thijs Van Leer, líder do FOCUS e único membro da formação original, em uma loja de instrumentos musicais localizada próxima ao hotel, antes de seguirem para seus compromissos.

Ao caminharem pelas ruas da vizinhança, pareciam turistas estrangeiros comuns e transitaram anônimos. Verdade seja dita, longe estavam os anos 70. Desde lá, o Focus sofreu várias mudanças em sua formação, e Thijs Van Leer não apresentava mais traços de sua juventude. Além disso, havia sofrido uma paralisia facial, poucas semanas antes, e isso o obrigava a usar um monóculo protetor que deixava sua aparência ainda mais irreconhecível se comparada às fotos das capas de seus discos mais consagrados. Mas quando ele sentou-se à frente dos teclados e orgãos no stand da Roland dentro da loja de instrumentos, e começou a desfilar com maestria vários de seus sucessos como "Hocus Pocus", "Silvia" e "House of the King" desfizeram-se todas as dúvidas: ali estava uma lenda viva do rock progressivo.

Infelizmente, Tavinho e seus camaradas blueseiros não puderam permanecer por muito mais tempo, mas fizeram um convite para que, se caso pudessem, Thijs e seus camaradas rockeiros prestigiassem o show da Blues & Beer naquela noite.

Na hora marcada, lá estavam todos reunidos no bar do hotel: Thijs Van Leer, Bert Smaak, Bobby Jacobs e Jan Dumée pelo FOCUS, Tavinho Rangel, Gustavo Gama, Ney Correa, Cleber Dias e Túlio Fuzatto pela Blues & Beer prontos para embarcarem juntos na mesma VAN e se dirigirem rumo ao Bourbon Street Music Club.

Motivados ainda mais pelo fato de ter o ilustre grupo FOCUS na platéia, indispensável dizer que os cariocas da B&B fizeram um show centrado e vigoroso que balançou o local com hits como "Casa, Comida e Roup Lavada", "Mude" e " As Pedras Devem Rolar"

Em um dado momento, lá pelo meio do show, Tavinho se aproximou do microfone e, sem qualquer cerimônia, convidou os novos amigos do FOCUS para que subissem ao palco. Pronto: a festa estava completa! Após uma breve interrupção para ajustes na bateria e no equipamento, teve início uma inusitada jam, onde Thijs assumiu os vocais e, por causa da paralisia facial, usou uma escaleta ao invés de uma flauta transversa. Bobby e Bert ficaram com o baixo e bateria respectivamente. Tavinho e Ney permaneceram no palco e iniciaram a canja com um duelo de gaita e guitarra que se tranformou em um slow blues de mais de 15 minutos que deixou a todos impressionados. Uma fusão de nacionalidades, gêneros e gerações havia acontecido ali, em pleno palco do Bourbon Street, de uma forma tão integrada, natural e descontraída que só mesmo a linguagem da música é capaz de proporcionar.