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segunda-feira, 23 de maio de 2022

Alphataurus - Attosecondo

 Alphataurus - Attosecondo (2012) Full Album

https://www.youtube.com/watch?v=dNIW24c6wAo 

Uma dramática banda de rock italiana facilmente comparada a uma colisão profana de Uriah Heep e Van der Graaf Generator , Alphataurus surgiu da cidade de Milão em 1971 e lançou seu álbum de estréia auto-intitulado no ano seguinte, em seu próprio selo Magma. Altamente valorizado pelos aficionados do prog europeu, Alphataurus é tão notável por sua capa - uma capa tripla com tema antiguerra - quanto por seu conteúdo, uma paisagem sonora dramática composta por apenas cinco músicas, mas uma infinidade de humores e texturas. Trabalhe em um segundo Alphataurusálbum começou no final do ano, mas as sessões estavam fadadas ao fracasso. Nada mais do que um conjunto de demos instrumentais foi concluído antes da banda se separar; as fitas posteriormente (1993) apareceram como Dietro l'Uragano , mas são de interesse apenas para completistas. A banda retomou a atividade em 2010.Algumas faixas de um segundo álbum foram finalmente lançadas em 1992 no disco Dietro l'uragano . O primeiro álbum teve uma segunda vida com boas vendas mais tarde, e ainda está vendendo hoje.

No ano de 2009 Guido Wassermann e Pietro Pellegrini, dois membros da formação original, decidiram que era hora de voltar à cena, e reformaram a banda para gravar um novo álbum, incluindo ambas as músicas revisadas do segundo álbum incompleto. como novas músicas.

O baterista original Giorgio Santandrea também voltou à banda, e em novembro de 2010 eles se reuniram oficialmente após mais de 30 anos, tocando no Progvention 2010 em Milão. Um álbum ao vivo dos títulos do concerto de reunião “Live In Bloom” foi lançado em março de 2012, mas antes do final de 2011 Giorgio Santandrea deixou a banda, sendo substituído na bateria por Alessandro “Pacho” Rossi. Seu segundo álbum de estúdio "AttosecondO" foi lançado em setembro de 2012. Em 2013 Fabio Rigamonti, baixista em "Live In Bloom" e "Attosecondo", deixou a banda e seu papel é assumido por Marco Albanese; no final de 2013 Pacho também deixa a banda, sendo substituído por Diego Mariani.  Seleção de 1973

Pietro Pellegrini - Teclados

Guido Wassermann - guitarras e vocais

Afonso Oliveira - Baixo

Giorgio Santandrea - bateria

Michele Bavaro - Vocais

Última escalação ==================

Pietro Pellegrini - Teclados e sintetizadores

Guido Wassermann - guitarra e vocal

Andrea Guizzetti - Piano, teclado e vocal

Giorgio Santandrea - Bateria e percussão

Moreno Meroni - baixo e vocal

Claudio Falcone - vocal principal e percussão manual

Discografia:

1973 - Alfataurus

1992 - Dietro l'uragano (compilação de demos/ensaios inéditos)

2012 - Viva em Flor

2012 - AttosecondO

2014 - Prime Numbers (DVD ao vivo + álbum de raridades)

terça-feira, 10 de maio de 2022

PEROLAS DO PROG ITALIANO

Alphataurus - Dietro L' Uragano (1992)

Atualmente ou diria desde sempre muitos materiais esquecidos de algumas bandas, que, por algum motivo, caíram no ostracismo, estão ganhando a luz, sendo lançados. Músicas inacabadas, demos tapes, momentos de descontração dos músicos que foram captados etc, são lançados com aquela promessa de algo inesquecível, com aquele discurso de pérola esquecida.

Não se sabem os motivos pelas quais essas músicas são lançadas: caça-níquel? Talvez! O dinheiro ganhando relevância na indústria da música em detrimento da música. Para amenizar a “dor” dos fãs, carentes, viúvos de materiais inéditos de suas bandas preferidas? Bem possível! Alguns álbuns são lançados com aquele título de “edição de colecionador”, pois sabem que, avidamente consumirão esses materiais.

Agora será que a qualidade sonora é ou pelo menos deve ser colocada como possibilidade, haja vista que sobras de estúdio, ensaios e momentos de descontração deve se pontuar com momentos de criação, de criatividade? Quem sabe!

O fato é que não custa conferir tais materiais e tirar as suas próprias conclusões, pois as percepções de música são particulares, afinal o que pode ser ruim para alguns, pode ser muito bom e proveitoso para outros. Mas será que somos influenciáveis? O que quero dizer com isso? Será que, quando amamos uma banda e, claro, sua sonoridade, quaisquer comentários e análises podem vir carregadas de fanatismo, pela cegueira desmedida de “fã”.

Mas não quero aqui levantar, o tempo todo, conjecturas, e deixar o meu depoimento textual de álbum que ouvi, há algum tempo, que fez com que eu revisse os meus conceitos em relação a esses álbuns.

Falo do segundo álbum da banda italiana ALPHATAURUS chamado “Dietro L’Uragano”, lançado há trinta anos atrás, em 1992. Conheci, como outras pessoas, o Alphataurus pelo seu estupendo debut, de nome “Alphataurus’, de 1973 que, apesar de não ter tido aquela visibilidade à época, atualmente está em um status de grande importância para a cena progressiva italiana e que serve, sem dúvida de referência para muitas bandas novas que surgem fortemente na Itália, sobretudo nos últimos 20 anos.

“Dietro L’Uragano” foram esboços, alguns diriam “sobras” deste álbum de 1973 e que seriam usados para o novo trabalho da banda que seria lançado naquela época, ou ainda composições que estavam sendo empreendidas mas que, por algum motivo deixou de ser, essa última é a história mais difundida na história obscura dessa grande banda que merecia, à época, mais credibilidade pelo que produziu.

Esse que vos fala, ou melhor, escreve, é um amante do Alphataurus e que, quando conheci seu debut foi como que uma nova janela de perspectivas sonoras se abrindo diante dos meus olhos, abrandando o meu coração e deleitando os meus ouvidos. E quando ouvi “Dietro L’Uragano, afinal, nada mais natural, quando conhece uma banda e aprecia, você busca mais materiais desta para se aventurar em sua sonoridade, foi igualmente arrebatador.

Mas antes de mergulhar fundo em “Dietro L’Uragano” falemos um pouco da história da banda. O Alphataurus Surgiu na cidade de Milão, em 1970, e foi tida como uma das bandas obscuras que povoa a cena progressiva italiana nos anos 1970.

Apesar de atingir essa condição de banda desconhecida conseguiu um contrato com uma nova gravadora chamada “Magma” e lançou seu primeiro grande álbum, “Alphataurus”, em 1973. Provavelmente o conseguiu tal contrato por não ser conhecida e, como o selo era novo, estava investindo em bandas novas e desconhecidas.

O fato é que “Alphataurus” não conseguiu atingir o êxito comercial esperado apesar de apresentar todas as características típicas do rock progressivo italiano: camadas fantásticas de teclado, vocais dramáticos e bem elaborados, cantados em italiano, claro, uma mistura excepcional de seções leves e pesadas, com viradas instrumentais de tirar o fôlego, até levadas blueseiras e jazzísticas.

A formação da banda neste álbum tinha Michele Bavaro, nos vocais, Guido Wasserman na guitarra, Pietro Pellegrini no piano, hammond, vibrafone, moog, Alfonso Oliva no baixo e Giorgio Santandrea na bateria.

Reza a lenda que, quando eles estavam se preparando para gravar o segundo álbum, que não tinha nome, ainda em 1973, onde Iniciara os trabalhos de composição, de produção do mesmo, ocorre algum infortúnio que ninguém sabe ao certo, a banda se separa, some da cena progressiva da Itália sem deixar rastros. Os vocais não foram gravados, não foram inseridos nestas composições e tudo indica que o vocalista abandonou a banda ou não teve tempo para gravar a sua parte. Tudo que girou em torno desse “esboço” foi em uma aura de mistérios e incertezas.

O projeto ficou inacabado, não foi concluído. Foi esquecido. A banda finalizou as suas atividades, precocemente. Os músicos seguiram, cada um, as suas carreiras individualmente. O baterista Giorgio Santandrea esteve por um breve período na banda Crystals, enquanto que o tecladista Pietro Pellegrini colaborou, entre outros, com Riccardo Zappa e Premiata Forneria Marconi.

O vocalista Michele Bavaro gravou um disco solo, de viés comercial, no fim dos anos 1970, inclusive esse trabalho teve o foco de exportar a música italiana para o mercado sul americano, tendo visitado o Brasil, inclusive e cantado em algumas cidades, como Cuiabá e Belo Horizonte.

Em 1992, a gravadora Mellow descobriu esse material esquecido, perdido e o lançou, quase dez anos depois do lançamento de “Aphataurus” com o nome “Dietro L’Uragano” e digo, com toda a força de minha alma e coração, de que este álbum, embora tenha uma carga de críticas não muito boas, traz a força e a proposta sonora do Alphataurus, sobretudo impressa no seu primeiro álbum.

As faixas bem elaboradas, com uma “nitidez” absurda que expõe todas as características do rock progressivo italiano: peso, personalidade, alto teor de dramaticidade, com viés sinfônico, com ênfase nos teclados, em solos viajantes de guitarra e uma “cozinha” bem sinérgica e definida.

O álbum traz a seguinte formação: Guido Wasserman na guitarra, Pietro Pellegrini, nos teclados, Alfonso Olive no baixo e Giorgio Santandrea na bateria e vocal.

Então dissequemos, faixa a faixa, esse belo trabalho sim, do Alphataurus e se preparem para a viagem sem passagem de volta, pois sem dúvida trata-se de um trabalho excepcional da banda, mesmo que incompleto, sem vocal.

O álbum é inaugurado logo com uma pedrada, com um arrasa quarteirão: “Ripensando E...”. O trabalho do moog, das teclas emociona, é contemplativa, te tira do chão, faz flutuar. A bateria entra, marcada, seguindo o ritmo viajante, o progressivo italiano se faz presente, é a personificação timbrada nesta música. Pode ser sentida a ausência do vocal, podemos, sem sombra de dúvida, encará-la como um clássico instrumental, a beleza dos instrumentos é inquestionável.

A “situação” não muda com a faixa seguinte: “Valigie Di Terra”. A introdução agora fica a cargo da bateria, em um estágio meio experimental, entrando e mantendo tal atmosfera os teclados e, gradativamente, vai ganhando substância, corpo, peso, se tornando mais solar, animada, as viradas rítmicas ganhando protagonismo. Outra música digna de reverências.

Na sequência tem a curta “Idea Imcompiuta” que se destaca, em uma espécie de introdução, os teclados, com a participação da bateria dando uma textura jazzística, mostrando o Aphataurus tal perícia desde os seus primórdios.

E fecha com a excelente “Claudette” que começa lindamente com um piano que depois nos conduz a uma seção estupenda de inspirações sinfônicas avassaladoras e nesse emaranhado de fragmentos sinfônicos tem no fundo um baixo forte, pulsante e vivaz marcando plenamente essa faixa com uma riqueza instrumental invejável. É simplesmente de tirar o fôlego, tantas viradas, tantas percepções sonoras em uma única faixa. Mas na metade da faixa finalmente surge um vocal, a voz do baterista Giorgio Santandrea, discreto, sem tanta potência.

De fato “Dietro L’Uragano” pode ter sido conhecido como o “projeto inacabado”, sem dúvida, mas com a sensibilidade e a competência de músicos que afloram de forma singular. Há de se deleitar com os instrumentos, a viagem instrumental é garantida e por mais que seja sentida a ausência de um vocal conduzindo todos esses soberbos instrumentos, sobretudo depois de um álbum anterior com um vocal marcante, podemos encarar esse trabalho como uma exibição, sim, instrumental e de grande inspiração.

Em 2010, três dos componentes originais (Pellegrini, Wassermann, Santandrea) reformaram a banda para participar do Progvention de Mezzago, um festival conhecido na Itália. A formação, que inclui o cantor Claudio Falcone, o tecladista Andrea Guizzetti e o baixista Fabio Rigamonti, permaneceu também para alguns shows em 2011. E em 2012 finalmente é lançado um álbum de inéditas chamado “AttosecondO”, com a inclusão do baterista Alessandro "Pacho" Rossi e em 2022, após esse período pandêmico, a banda retorna com nova formação e fazendo shows pela Itália. Mas isso é outra história.

A banda:

Guido Wasserman na guitarra

Pietro Pellegrini nos teclados

Alfonso Oliva no baixo

Giorgio Santandrea na bateria e vocal

Claudio Falcone vocais

Faixas:

1 - Ripensando E....

2 - Valigie Di Terra

3 - Idea Imcompiuta

4 - Claudette






























FONTE: 

https://deluzrockobscuro.blogspot.com/2022/05/alphataurus-dietro-l-uragano-1992.html?fbclid=IwAR1WXcp1FaPklGv6W7msCW9BhEnZkibe2og29PKUwEfwkm66ZjHvrJrbvQc

https://tuliofuzato.blogspot.com/2016/03/alphataurus.html

quarta-feira, 30 de março de 2016

Alphataurus

















Alphataurus - Alphataurus (1973)

Um dos mais incríveis tesouros de muitos lançados na Itália durante os anos 70. Alphataurus oriunda de Milão, foi uma banda muito talentosa e obscura. Trata-se de um grande trabalho, tão bem construído que parece improvável que tenha sido realizado por músicos desconhecidos.

A musicalidade varia entre um potente heavy prog e passagens melódicas muito cativantes. Eles combinam arranjos variados desde os mais complexos aos mais clássicos do gênero sinfônico italiano. A singularidade da banda é demonstrada também pela caprichosa arte da capa. Foi desenhada por Adriano Marangoni. Um pombo com um ramo de oliveira em seu bico (tradicionalmente um símbolo da paz), jogando bombas sobre um mundo fantástico. Talvez um planeta extraterrestre... No horizonte, uma explosão nuclear impressiona. O lado interno contém uma grande foto dos membros da banda, que parecem assistir com curiosidade o que está acontecendo com esse mundo paralelo.

"Peccato D'Orgoglio" (pecado da arrogância) é um excelente épico de 12,25 minutos de duração. A introdução é mais escura. Uma espécie de presságio ou profecia sobre o que está para acontecer... Menção especial para os vocais de Michele Bavaro, dentre os melhores da escola italiana. Há também grande participação da guitarra. Os teclados, apesar de ter importância proeminente como sempre acontece no cenário prog italiano, não são tão "ditatoriais", como costumam ser.

Essas peculiaridades são evidentes na segunda faixa "Dopo L'Uragano" (Após o furacão). Outra obra de qualidade, triste e escura (afinal retrata a guerra), o que parece ser a marca registrada do Alphataurus: "À luz do sol, as sombras, o furacão é apenas passado. Volto para minha cidade, sozinho e com dor. Eu não vejo o meu povo, as estradas estão desertas, eu olho ao meu redor e vejo que a vida se esvai ..."

A instrumental "Croma" é, sem dúvida, o trabalho mais original e progressivo no álbum. Muitas mudanças de humor e de tempos, teclados fortes e poderosos.

"La Mente Vola" (vôo da mente) é outro épico, sendo inevitável, ela vai atrair sua atenção. Sua introdução é uma das mais belas e impressionantes do prog italiano, eu creio que se possa afirmar do prog em geral. A seção e a estrutura rítmica da canção, não passará desapercebido de nenhum fã do gênero, com certeza. Um arranjo muito moderno e bem executado. Os vocais são maravilhosos e poéticos - sobre o homem que compreende a importância de orar à Deus: "... lá em cima existe alguém ...", Carisma impressionante. O maior destaque do álbum.

"Ombra Muta" (Sombra Mutante): Estrutura fina e melódica, guitarra e teclados cativantes. Com o tempero escuro habitual.

No todo, Alphataurus, sem dúvida, é uma verdadeira obra-prima italiana. Em minha opinião, sem exagero, um álbum top ten dentre os melhores de toda a safra italiana do cenário progressivo na década de 70.

Infelizmente o grupo se dissolve durante as gravações do segundo disco devido a "uma série de eventos pessoais" em 1973, ainda assim o material (todo instrumental), foi lançado em 1992 intitulado "Dietro l'uragano", pela Mellow Records.

No ano de 2009, Guido Wassermann e Pietro Pellegrini, decidiram que era o momento de voltar à cena. O baterista Giorgio Santandrea também voltou à banda, e em novembro de 2010 eles anunciaram oficialmente a reunião, após mais de 30 anos de ausência, se apresentando no Progvention 2010, em Milan. A formação, que inclui o cantor Claudio Falcone, o tecladista Andrea Guizzetti e o baixista Fabio Rigamonti, permaneceu também para alguns concertos em 2011. Um álbum ao vivo "Live In Bloom" foi lançado em março de 2012, mas antes do final de 2011 Giorgio Santandrea deixou a banda, sendo substituído na bateria por Alessandro "Pacho" Rossi. Seu segundo álbum de estúdio "AttosecondO" foi lançado em setembro de 2012, incluindo temas revistos a partir do segundo álbum incompleto, bem como novas músicas. 

Com o retorno as atividades houve maior evidência para este álbum de 1973, que mais uma vez recebeu ótimas críticas, consequentemente novas edições, e com vendagem muito superior à época de seu lançamento original. Boa audição!

Tracks:
1. Le chamadere(Peccato d´orgoglio) (12:18)
2. Dopo L´uragano (4:48)
3. Croma (3:14)
4. La mente vola (9:21)
5. Ombra Muta (9:48)

Line-up:
Michele Bavaro (vocals)
Pietro Pellegrini (keyboards, vibes)
Guido Wassermann (guitar)
Alfonso Oliva (bass)
Giorgio Santandrea (drums)