Mostrando postagens com marcador vida e morte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida e morte. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de junho de 2022

VIDA e MORTE

 








VIDA E MORTE

Quando uma pessoa nasce no mundo material, ela deixa no mundo espiritual seus amigos e irmãos de alma. 

Esses espíritos sentem muita saudade de seu afeto que partiu numa nova e grande jornada dentro do reino da matéria.

No entanto, o nascimento de uma criança no mundo é motivo de imensa alegria para a maioria das pessoas. 

Todos parabenizam a mãe e o pai de um bebê que veio ao mundo.

O mesmo ocorre na morte do corpo físico. Quando alguém que muito amamos se despede da Terra e vai ao plano espiritual, muitas lágrimas são derramadas, muito sofrimento é gerado… e muita saudade fica entre parentes e amigos após a sua partida.

No entanto, para as almas simpáticas que o aguardam no plano espiritual e que integram a família espiritual daquele que regressou ao lar cósmico, esta chegada é motivo de imensa alegria e festa. 

O espírito que partiu há muitos anos ou décadas numa jornada material agora pode rever sua família de almas, todos os espíritos que o conhecem e o amam. Todos se alegram e lhes dão as boas vindas pelo feliz retorno à pátria espiritual.

Diante destes fatos, podemos questionar:

Por que o nascimento é momento de alegria e a morte é momento de tristeza?

E porque o nascimento é momento de tristeza e saudade no plano espiritual e morte é momento de alegria e reencontro?

Ambos são momentos diferentes, etapas distintas da grande cadeia do ser, que vai do nascimento à morte e da vida espiritual até seu retorno à vida material. 

Esse ciclo da alma se repete incessantemente, até que o espírito vá se depurando, se aprimorando, tomando ciência e adquirindo pureza, desenvolvendo a asa da sabedoria e a asa da humildade e moralidade. 

Cada fase no ciclo da alma deixa algo para trás, mas ao mesmo tempo inicia uma nova jornada de algo inédito, cheio de frescor e novidade.

Se as leis naturais funcionam assim, qual o motivo da tristeza e da alegria em estar perto ou longe daquele que partiu numa nova peregrinação entre dois mundos?

Para aqueles que ficaram no plano espiritual o nascimento de uma alma na matéria é, para eles, uma espécie de morte. 

A morte material é igualmente um nascimento para os espíritos, pois a alma regressou à pátria espiritual, como que nascida da matéria que há tanto podava sua percepção e sua verdadeira vida. 

Assim, todo nascimento é uma morte e toda morte é sempre um novo nascimento. Nada se perde, nada se desfaz, nada se cria e todas as coisas sempre se renovam e renascem, tanto nos ciclos da natureza quanto nos ciclos de nossa alma.

Não sofra, porque todos vivem. 

A vida é verdadeiramente eterna, mas ela ocorre em ciclos, onde existe o início e o fim de novas jornadas, novos mundos, novas perspectivas que se abrem ao espírito que caminha pela eternidade.

Vida e morte são duas faces da mesma moeda, assim como perda e ganho, início e fim, chegada e partida, movimento e repouso.

Tudo flui e tudo se harmoniza na perfeição divina.

Hugo Lapa

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

pra quando eu Morrer















Do livro "A Arte de Viver", de Thich Nhat Hanh. 

Reserve um tempo para ler o texto a seguir. Ele é um convite para que você enxergue que a sua vida não tem fronteiras nem limites. Leia devagar, permitindo que cada linha caia como uma chuva fina no solo da sua consciência:
Eu percebo que este corpo (constituído de quatro elementos) não é o que sou realmente, e que não sou limitado a ele. Eu sou o rio da vida, sou meus antepassados sanguíneos e ancestrais espirituais, e isto flui em uma constante há milhares de anos, e continuará fluindo por mais milhares. Eu formo um todo com meus antepassados e descendentes. Sou a vida se manifestando de incontáveis formas.

Eu constituo um todo com todas as pessoas e todas as espécies, estejam elas em paz, felizes, alegres, sofrendo com incerterzas, doentes ou amedrontadas. Neste exato momento, estou presente em todos os pontos deste mundo. Estive presente no passado e estarei presente no futuro. A desintegração deste corpo não me afeta, da mesma maneira que a queda das pétalas das flores da ameixeira não determinam o fim da árvore.
Eu me vejo como uma onda na superfície do oceano. E me vejo em todas as outras ondas, e vejo todas as outras ondas em mim. A manifestação ou o desaparecimento da onda não diminui a presença do oceano.
Meu corpo Dharma (Perispírito) e minha vida espiritual não são sujeitos ao nascimento e à morte (portais de entrada e saída das sucessivas Reencarnações). Sou capaz de enxergar minha presença antes deste corpo ter se manifestado e após ele ter se desintegrado. Sou capaz de enxergar minha presença fora deste corpo, inclusive agora neste exato momento.
Minha esperança de vida não é de oitenta ou noventa anos. Minha esperança de vida, como a de uma folha ou a de Budha, é imensurável. Sou capaz de ir além da idéia de que sou um corpo separado de todas as outras manifestações da vida, seja no tempo ou no espaço.
PAZ e LUZ: Tulio Fuzato o baterista amputado nesta presente vida.




Do livro "A Arte de Viver", de Thich Nhat Hanh. Em tempos difíceis, há uma urgência de entender a nós mesmos e ao mundo. Temos muitas questões que nos perturbam tanto consciente quanto inconscientemente. Nesta obra, Thich Nhat Hanh, um dos líderes espirituais mais respeitados hoje, revela a arte de viver em um estado de consciência plena que nos ajuda a responder às perguntas mais profundas da vida e a sentir a felicidade e liberdade que desejamos. 

Revelando meditações que nos libertam para uma vida feliz, pacífica e ativa, ele nos mostra como encarar a idade e a morte com curiosidade e alegria, não com medo, e, acima de tudo, como gerar felicidade, compreensão e amor para que possamos viver profundamente cada momento de nossas vidas, exatamente onde estamos.