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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

a viagem curta


"A VIAGEM É TÃO CURTA"

Uma jovem estava sentada num transporte público.
Uma senhora mal-humorada veio e sentou-se ao lado dela batendo lhe com os seus sacos numerosos. 

A pessoa sentada do outro lado ficou chateada e perguntou à moça por que ela não falou e disse algo.
A moça respondeu com um sorriso: - Não é necessário ser grosseiro ou discutir sobre algo tão insignificante, a jornada juntos é tão curta... Desço na próxima parada.

A resposta merece ser escrita em letras douradas no nosso comportamento diário e em toda parte: Não é necessário discutir sobre algo tão insignificante, nossa jornada juntos é tão curta.

Se cada um de nós pudesse perceber que a nossa passagem para cá tem uma duração tão curta; porque escurecê-la com brigas, argumentos fúteis, não perdoando os outros, ingratidão e atitudes ruins?!

Isso seria um desperdício de tempo e energia.

Alguém quebrou seu coração? Fique calmo, a viagem é tão curta ...

Alguém traiu, intimidou, enganou ou humilhou você? Fique calmo, perdoe, a viagem é tão curta ...

Qualquer sofrimento que alguém nos provoque, vamos lembrar que a nossa jornada juntos é tão curta.

Portanto, sejamos cheios de gratidão e doçura. A doçura é uma virtude nunca comparada ao caráter mau ou covardia, mas melhor comparada à grandeza. 

Nossa jornada juntos aqui é muito curta e não pode ser revertida ...

Ninguém sabe a duração de sua jornada. Ninguém sabe se terá que descer na próxima parada.

Vamos, portanto, acalentar e manter os amigos e familiares! Vamos ser calmos, respeitosos, gentis, gratos e perdoar uns aos outros.

Se eu te machuquei, peço perdão. Mas lembre-se: A viagem aqui é tão curta ...

Chico Xavier


domingo, 27 de março de 2016

O PERDÃO!


Durante nossa existencia causamos transtornos na vida de muitas pessoas, porque somos imperfeitos.

Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas, falamos sem necessidade, incomodamos.

Nas relações mais próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente. Mas agredimos.

Não respeitamos o tempo do outro,
a história do outro.

Parece que o mundo gira em torno dos nossos desejos e o outro é apenas um detalhe.

E, assim, vamos causando transtornos.

Esses tantos transtornos mostram que não estamos prontos, mas em construção.

Tijolo a tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma.

O outro também está em construção e também causa transtornos.

E, às vezes, um tijolo cai e nos machuca.
Outras vezes, é o cal ou o cimento que suja nosso rosto.
E quando não é um, é outro.
E o tempo todo nós temos que nos limpar e cuidar das feridas, assim como os outros que convivem conosco também têm de fazer.

Os erros dos outros,
os meus erros.
Os meus erros,
os erros dos outros.

Esta é uma conclusão essencial:
TODAS AS PESSOAS ERRAM!!!
A partir dessa conclusão, chegamos a uma necessidade humana e cristã: o perdão.

Perdoar é cuidar das feridas e sujeiras.
É compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários.

Que os erros dos outros são semelhantes aos meus erros e que,
como caminhantes de uma jornada, é preciso olhar adiante.

Se nos preocupamos com o que passou, com a poeira, com o tijolo caído, o horizonte deixará de ser contemplado.
E será um desperdício. Sigamos à diante!

O convite que faço é que você experimente a beleza do perdão.
É um banho na alma!
Deixa leve!

Se eu errei,
se eu o magoei,
se eu o julguei mal,
desculpe-me por todos
esses transtornos ….
Estou em construção!

TEXTO DE: PAPA FRANCISCO