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sábado, 16 de julho de 2016

A História dos Tambores


Estudiosos consideram que a voz foi o primeiro instrumento musical surgido.

Seguindo esse raciocínio poderemos considerar os instrumentos percussivos, os primeiros instrumentos criados pela humanidade, uma vez que, batendo seus bastões ou os próprios pés no chão ou em pedras e madeiras, os homens da Antiguidade já marcavam o ritmo para as danças e cerimônias religiosas e até se comunicavam por esse meio.

Os primeiros tambores provavelmente consistiam em um pedaço de tronco de árvore oco (furado). 
Estes troncos eram cobertos nas bordas com a pele de algum réptil ou couro de peixe e eram percutidos com as mãos. 
Os tambores mais antigos descobertos em escavações arqueológicas pertencem ao período Neolítico. 
Um tambor encontrado numa escavação na Moldávia foi datado de 6.000 anos antes de Cristo. 
Na Mesopotâmia (Iran) foram encontrados pequenos tambores (tocados tanto verticalmente quanto horizontalmente) datados de 3000 anos antes de Cristo. 
Tambores com peles esticadas foram descobertos dentre os artefatos Egípcios, de 4000 anos antes de Cristo.

A diversidade de instrumentos percussivos é imensa: são bongôs, tímpanos, tamborins, pandeiros, congas, entre outros.

No começo dos anos 1900, bandas e orquestras tinham de dois a três percussionistas. 
Um tocava o bumbo, outro tocava a caixa e o outro tocava os blocos de madeira e fazia efeitos sonoros com címbalos de bronze.

Com a invenção do pedal todas essas pessoas se tornaram desnecessárias.

O primeiro pedal prático (funcional) foi inventado em 1910 por, Willian F. Ludwig, que criou o primeiro modelo de madeira e logo depois, com o aumento da procura, passou a desenvolver junto com seu cunhado, Robert Danly, o modelo do pedal em metal fundido que foi vendido para milhares de bateristas e serviu de base para criação dos modelos mais avançados que temos hoje.

O Classico pedal Speed King tem seu projeto em 1932 e novamente Willian F. Ludwig se supera!

Outra invenção aparentemente simples que possibilitou o surgimento da bateria foi a estante para caixa!
Antes os bateristas usavam cadeiras para apoiá-las ou dependurava o instrumento nos ombros com uso de correias.

Uma vez que pedais e suportes para caixas práticos se tornaram disponíveis, um único baterista poderia executar o trabalho antes feito por três. 
E assim nasceu a bateria ou “trap set” como foi chamada inicialmente.

Hoje, em evolução constante, a bateria recebe cada vez mais atenção de fábricas e engenheiros, que pesquisam junto aos bateristas para desenvolver o melhor modelo de cascos, baquetas, ferragens e pratos.

As inúmeras fábricas crescem a cada dia no mundo e no Brasil e nós como admiradores desse instrumento devemos estar atualizados com essa evolução, buscando a cada dia conhecer mais o instrumento.

Hoje não existe um padrão exato sobre como deve ser montado o conjunto dos elementos de uma bateria, sendo que, o estilo musical é por muitos, indicado como uma das maiores influências perante o baterista no que concerne à disposição dos elementos, sendo que depende da preferência pessoal do músico ou as suas condições financeiras ou logísticas. 

A adição de tom-tons, vários pratos, pandeirolas, gongos, blocos de madeira, canecas, (pads) eletrônicos devidamente ligadas a samplers, ou qualquer outro acessório de percussão (ou não) podem também fazer parte de algumas baterias, de forma a serem produzidos diversos sons que se encontrem mais de acordo com o gosto pessoal e/ou estilo do músico. 

Alguns bateristas, como Neil Peart, Mike Portnoy ou Terry Bozzio, elaboraram conjuntos de bateria fora do normal, utilizando-se de diversos elementos, tais como roto-tons, gongos ou tom-tons afinados em correspondência com notas musicais, possibilitando ao baterista, para além da execução rítmica, contribuir melodicamente para a música. 

A década de 70 foi prolífica no surgimento destes conjuntos fora do normal, apreciados pelos amantes da bateria, os power tons, double-Bass, etc .... 

Hoje em dia, o aparecimento de novas técnicas e maneiras de encarar o instrumento, permite com que ele continue em evolução e exija cada vez mais dedicação por parte de seus praticantes.

Bateria é um sacerdócio
Estude sempre!
Pratique!
Se atualize!
Não existe Músico pronto ou formado!
abçs, Tulio



sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

REVISTA MODERN DRUMMER BRAZIL



MODERN DRUMMER Magazine Brazil. issue 133 dec. 2013.
Much honour to be part of this DRUM-FAMILY.

Magazine modern drummer brazil December issue, features an interview with amputee drummer and his challenges.

This has coincided with my motivational speeches and my GRAND JAM on Marica´s COUNTY MUSIC beer PUB.

I AM VERY HAPPY FRIENDS! never give up on your dreams!

© 2013 editora Melody - modern drummer publications inc. (U.S.A.)
REPORTAGEM DE: Fábio Marrone
CRÉDITOS FOTOGRÁFICOS: Lia C. Fuzato

muito Feliz de ter PHIL COLLINS nesta edição!!! sou Fã de GENESIS!!!



INTERWIEW - entrevista!!!


1 - MD,Tulio, Conte-nos como foi seu começo.

ah! eu vim de uma Familia de MUSICAL, meu avô era sanfoneiro de Baile, meu pai era violonista de seresta e minha mãe "crooner".

Crescí ouvindo a velha guarda e a jovem guarda quando então os Bealtes estouraram e ae eu fiquei maluco (RISOS).

O mais incrivel foi que numa festa Junina na Escola (1967) eu com 10 anos tive o meu primeiro contato com a bateria.

Era uma Banda de garotos mais velhos e num determinado momento como eu estava "chapado" babando com o som da bateria; de pé bem ao lado, o gurí percebeu e me fêz um sinal, e entre uma musica e outra (pausa) ele se levanta e me entrega os "pausinhos" (RISOS) ....

I can´t get no Satisfaction - bem facinha pra eu levar na batera enquanto ele saiu pra comer um cachorro quente!

De 1970 à 79 eu tocava guitarra em festas (Banda Discípulos do Sol) mas eu não tirava o olha da bateria!

Em 1980 eu comprei uma Saema e depois tive umas 15 baterias Pinguim, Pearl, Ludwig, Premier, Mapex, Odery, Tama; eu trabalhava nas Agencias de Propaganda e atuava como musico na Night Carioca.

No "boom" do Rock Nacional e fui trabalhar como operador e RATO de studio; tava metido em tudo que era "buraco" (RISOS).

Na virada de 99 pra 2.000 eu perdí um cargo importante na área de MARKETING numa grande Empresa do Mercado Corporativo e fui trabalhar numa agência de propaganda menor, obviamente com um salário menor. Foi ae que apareceu os MEMBRANAS, uma Banda de Publicitários que agitou a night no baixo Leblom tocando na Melt - 00Gávea - Pistache Bar - Saloon - Festas fechadas - etc...

2 - MD. Como foi o episódio do acidente?

Em 2003 após ter tocado na Bourbon Street com a Banda Blues and Beer, eu estava me separando de um segundo casamento enfrentando uma situação muito difícil com drogas, álcool, tinha conhecido o pessoal do Focus in Sampa (Thijs Van Leer e Jan Dumée) mas não tinha a grana pra ir viajar.

Frustrado e muito estressado fui à um médico que me receitou "BABITÚRICOS" tarja preta e desavisadamente eu injerí álcool.

No dia seguinte (11-06-2003) eu voltaria à procurar trabalho mas eu tive uma espécie de mal súbito, um "apagão" e acabei por cair desmaiado numa estação do Metro do Rio de Janeiro.

Fui tido como suicida e isso causou um enorme problema com a minha Família e os 999.000 amigos que eu tinha sumiram, viraram a cara!!!

Milagrosamente eu sobreviví mas tive as duas pernas "esmagadas" pela composição.

Acordei no Hospital e comecei à surtar porque logo logo eu fui me lembrar que pra tocar bateria eu precisava de um par de pernas que já não tinha!

3 - MD. E o período de readaptação?

Em 2004 eu já estava no setor de reabilitação da ABBR (Rio) e fui um expoente pelo fato da boa performance Física aliada à força de vontade e o bom humor.

Minha gratidão eterna à ABBR pela grande ajuda não só na minha reabilitação mas por ajudar milhões de pessoas que perderam um membro e a esperança na vida.

De um modo sussinto eu posso dizer que foi um período de sangue, suor e lágrimas!!! Mas eu saí andando ..... fui reabilitado na ABBR ....

4 - MD. Como você se sentiu retornando aos palcos?

Não foi fácil!!! eu ainda estava numa cadeira de rodas e amigos insistiram que eu deveria voltar à tocar mas eu questionei: como???

Arranjaram um "pad eletronico" que ficava montado em frente à caixa no lugar do Tom esq. e de resto era uma bateria normal montada com Bumbo e surdo, mas o Bumbo não era tocado com pedal. 

O Bumbo ("um pad eletronico") era tocado com a mão esquerda cruzada com a caixa e a mão direita controlava o hit-hat e um crash. Mais nada. Depois em 2005 eu já tinha um par pernas mecanicas e sentado em frente ao kit e um espelho, comecei à treinar os toques usando a coxa. 
Toco assim até hoje e posso até mesmo usar "double pedal" (RISOS) ..... 

5 - MD. E seu CD, Planeta Loucura, como foi o processo de gravação?

No período em que eu estava numa cadeira de rodas eu voltei à estudar, teclado, baixo, guitarra.

Já tinha algo POP na mente com uma batera só de "levadas". Liguei pro Bertho (LUZZE STUDIO) e gravei o CD num dia.

Noutro pra mixar e noutro pra MASTERIZAR.

Eu fiz a bateria nos teclados mas a batera não era o FOCO! o grande Lance foi eu mostrar pra mim mesmo que seria capaz de encarar algum tipo de produção musical e trabalhar com isso.

Foram 5.000 copias que evaporaram - sumiram!!!
Hoje está tudo no meu site e no SoundCloud.com - 0800 free Download 

6 - MD. Quais são suas maiores influências?

A banda que eu amo chama-se Deep Purple e não poderia deixar de me influenciar por ian Paice. E na mesma Linha do Classic Rock eu aprendí aquele ROLLS com Mr. Bonham do Led Zepp é claro.

Mas tem o Bill Ward do Black Sabbath, Lee Kerslake do U.H. e Don Brewer do Grand Funk Railroad.

7 - MD. Quais são seus projetos atuais?

Eu fico entre Rio e Sampa. Vou montar um studio na Região dos Lagos (RJ) onde eu moro.

Estou fazendo palestras motivacionais para empresas, com um pocket-show - continuo sendo um ativista das causas dos Def. Físicos junto à ABBR.

Tenho dois contratos de Marketing e um Endorsement de marcas que não posso citar agora!

Estou pensando num par de baquetas com a Logo TULIO FUZATO
Continuo trabalhando como Designer Grafico e minha mulher Lia tem sido tudo.

Tenho um carro adaptado e viajo pra tudo que é lugar fazendo palestras, gigs, gravinas.

Aquí em casa tem 3 cadelas vira-Lata, a TAMA, Buanna e Cassie Ludwig, (RISOS) ..... estou feliz e realizado!

8 - MD. A bateria, sem duvida, te ajudou a superar um problema que parecia sem solução. Sua visão sobre a música mudou depois do acidente?

Devo tudo à este instrumento!!! BATERIA É TUDO!!! A minha visão se ampliou tremendamente porque a bateria é um instrumento Físico, vc tem que "percurtir" tocar; e ao mesmo tempo vc tem que ouvir, assimilar com atenção o Ritmo, a Linha de contrabaixo, os contra-pontos, o Swing, harmonia, melodia, etc .... e ao mesmo tempo vc interagir e também impor o seu toque, eu ritmo, seu "Feeling", sua personalidade no instrumento.

Eu sou um outro "Tulio" quando estou sentado no banquinho da bateria.

Não é nada fácil tocar com pernas que não respondem ao teu cérebro. São os impulsos nervosos que acionam músculos que acionam a protese que aciona o pedal do Bumbo e a máquina de contra-tempo. É algo que demandou muito treino, muita caimbra, dores, suor e lágrimas. 
Mas eu vencí (RISOS) .....

9 - MD. Tulio, você é um exemplo de superação. Qual mensagem você deixa para quem passou por uma situação como a sua?

Niguém está livre de uma "catástrofe" um desastre em suas vidas; sejam fortes sejam PERCEVERANTES - e nunca desistam de seus sonhos!

Vai aparecer "anjos" em forma humana no teu caminho!!! ACREDITE!!! siga trilhando os caminhos do Bem e da Verdade!!!

Ainda que alguns sumam da tua vida e te reneguem pela falta de Amor ou pelo preconceito; crie você mesmo novas circunstâncias, você tem esse poder!

“Deus nos concede a cada dia uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocamos nela, corre por nossa conta”. Emmanuel  ........... 

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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Tulio´s interwiew



Modern Drummer Magazine Brazil. Much honour to be part of this DRUM-FAMILY --- magazine modern drummer brazil December issue, features an interview with me the amputee drummer and my challenges. this has coincided with my motivational speeches and my GRAND JAM on Marica´s COUNTY MUSIC beer PUB. I AM VERY HAPPY FRIENDS! never give up on your dreams! --------















A ENTREVISTA!!!


1 - MD. Tulio, Conte-nos como foi seu começo.

ah! eu vim de uma Familia de MUSICAL, meu avô era sanfoneiro de Baile, meu pai era violonista de seresta e minha mãe "crooner".

Crescí ouvindo a velha guarda e a jovem guarda quando então os Bealtes estouraram e ae eu fiquei maluco (RISOS) .....

O mais incrivel foi que numa festa Junina na Escola (1967) eu com 10 anos tive o meu primeiro contato com a bateria.

Era uma Banda de garotos mais velhos e num determinado momento como eu estava "chapado" babando com o som da bateria; de pé bem ao lado, o gurí percebeu e me fêz um sinal, e entre uma musica e outra (pausa) ele se levanta e me entrega os "pausinhos" (RISOS) ....

I can´t get no Satisfaction - bem facinha pra eu levar na batera enquanto ele saiu pra comer um cachorro quente!

De 1970 à 79 eu tocava guitarra em festas (Banda Discípulos do Sol) mas eu não tirava o olha da bateria!

Em 1980 eu comprei uma Saema e depois tive umas 15 baterias Pinguim, Pearl, Ludwig, Premier, Mapex, Odery, Tama; eu trabalhava nas Agencias de Propaganda e atuava como musico na Night Carioca.

No "boom" do Rock Nacional e fui trabalhar como operador e RATO de studio; tava metido em tudo que era "buraco" (RISOS).

Na virada de 99 pra 2.000 eu perdí um cargo importante na área de MARKETING numa grande Empresa do Mercado Corporativo e fui trabalhar numa agência de propaganda menor, obviamente com um salário menor. Foi ae que apareceu os MEMBRANAS, uma Banda de Publicitários que agitou a night no baixo Leblom tocando na Melt - 00Gávea - Pistache Bar - Saloon - Festas fechadas - etc...

2 - MD. Como foi o episódio do acidente?

Em 2003 após ter tocado na Bourbon Street com a Banda Blues and Beer, eu estava me separando de um segundo casamento enfrentando uma situação 
muito difícil com drogas, álcool, tinha conhecido o pessoal do Focus in Sampa (Thijs Van Leer e Jan Dumée) mas não tinha a grana pra ir viajar.

Frustrado e muito estressado fui à um médico que me receitou "BABITÚRICOS" tarja preta e desavisadamente eu injerí álcool.

No dia seguinte (11-06-2003) eu voltaria à procurar trabalho mas eu tive uma espécie de mal súbito, um "apagão" e acabei por cair desmaiado numa estação do Metro do Rio de Janeiro.

Fui tido como suicida e isso causou um enorme problema com a minha Família e os 999.000 amigos que eu tinha sumiram, viraram a cara!!!

Milagrosamente eu sobreviví mas tive as duas pernas "esmagadas" pela composição. Acordei no Hospital e comecei à surtar porque logo logo eu fui me lembrar que pra tocar bateria eu precisava de um par de pernas que já não tinha!

3 - MD. E o período de readaptação?

Em 2004 eu já estava no setor de reabilitação da ABBR (Rio) e fui um expoente pelo fato da boa performance Física aliada à força de vontade e o bom humor.
Minha gratidão eterna à ABBR pela grande ajuda não só na minha reabilitação mas por ajudar milhões de pessoas que perderam um membro e a esperança 
na vida.

De um modo sussinto eu posso dizer que foi um período de sangue, suor e lágrimas!!! Mas eu saí andando ..... fui reabilitado .....

4 - MD. Como você se sentiu retornando aos palcos?

Não foi fácil!!! eu ainda estava numa cadeira de rodas e amigos insistiram que eu deveria voltar à tocar mas eu questionei: como???

Arranjaram um "pad eletronico" que ficava montado em frente à caixa no lugar do Tom esq. e de resto era uma bateria normal montada com Bumbo e surdo, 
mas o Bumbo não era tocado com pedal. O Bumbo ("um pad eletronico") era tocado com a mão esquerda cruzada com a caixa e a mão direita controlava o 
hit-hat e um crash. Mais nada. 
Depois em 2005 eu já tinha um par pernas mecanicas e sentado em frente ao kit e um espelho, comecei à treinar os toques usando a coxa. Toco assim até hoje e posso até mesmo usar "double pedal" (RISOS) ..... 

5 - MD. E seu CD, Planeta Loucura, como foi o processo de gravação?

No período em que eu estava numa cadeira de rodas eu voltei à estudar, teclado, baixo, guitarra.
Já tinha algo POP na mente com uma batera só de "levadas". Liguei pro Bertho (LUZZE STUDIO) e gravei o CD num dia.
Noutro pra mixar e noutro pra MASTERIZAR.
Eu fiz a bateria nos teclados mas a batera não era o FOCO! o grande Lance foi eu mostrar pra mim mesmo que seria capaz de encarar algum tipo de produção musical e trabalhar com isso.
Foram 5.000 copias que evaporaram - sumiram!!!
Hoje está tudo no meu site e no SoundCloud.com - 0800 free Download 

6 - MD. Quais são suas maiores influências?

A banda que eu amo chama-se Deep Purple e não poderia deixar de me influenciar por ian Paice.
e na mesma Linha do Classic Rock eu aprendí aquele ROLLS com Mr. Bonham do Led Zepp é claro.
Mas tem o Bill Ward do Black Sabbath, Lee Kerslake do U.H. e Don Brewer do Grand Funk Railroad.

7 - MD. Quais são seus projetos atuais?

Eu fico entre Rio e Sampa. Vou montar um studio na Região dos Lagos (RJ) onde eu moro.
Estou fazendo palestras motivacionais para empresas, com um pocket-show - continuo sendo um ativista das causas dos Def. Físicos junto à ABBR.
Tenho dois contratos de Marketing e um Endorsement de marcas que não posso citar agora!

Estou pensando num par de baquetas com a Logo TULIO FUZATO!!!

Continuo trabalhando como Designer Grafico e minha mulher Lia tem sido tudo.
Tenho um carro adaptado e viajo pra tudo que é lugar fazendo palestras, gigs, gravinas.
Aquí em casa tem 3 cadelas vira-Lata, a TAMA, Buanna e Cassie Ludwig, (RISOS) ..... estou feliz e realizado!

8 - MD. A bateria, sem duvida, te ajudou a superar um problema que parecia sem solução. Sua visão sobre a música mudou depois do acidente?

Devo tudo à este instrumento!!! BATERIA É TUDO!!! A minha visão se ampliou tremendamente porque a bateria é um instrumento Físico, vc tem que "percurtir" tocar; e ao mesmo tempo vc tem que ouvir, assimilar com atenção o Ritmo, a Linha de contrabaixo, os contra-pontos, o Swing, harmonia, melodia, etc .... e ao mesmo tempo vc interagir e também impor o seu toque, eu ritmo, seu "Feeling", sua personalidade no instrumento. 

Eu sou um outro "Tulio" quando estou sentado no banquinho da bateria.
Não é nada fácil tocar com pernas que não respondem ao teu cérebro. São os impulsos nervosos que acionam músculos que acionam a protese que aciona o pedal do Bumbo e a máquina de contra-tempo. 
É algo que demandou muito treino, muita caimbra, dores, suor e lágrimas. Mas eu vencí (RISOS) .....

9 - MD. Tulio, você é um exemplo de superação. Qual mensagem você deixa para quem passou por uma situação como a sua?

Niguém está livre de uma "catástrofe" um desastre em suas vidas; sejam fortes sejam PERCEVERANTES - e nunca desistam de seus sonhos!

Vai aparecer "anjos" em forma humana no teu caminho!!! ACREDITE!!! siga trilhando os caminhos do Bem e da Verdade!!!

Ainda que alguns sumam da tua vida e te reneguem pela falta de Amor ou pelo preconceito; crie você mesmo novas circunstâncias, você tem esse poder!
“Deus nos concede a cada dia uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocamos nela, corre por nossa conta”. Emmanuel  ........... 

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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

REVISTA MODERN DRUMMER BRAZIL



Revista MODERN DRUMMER BRAZIL edição 133 nas bancas dezembro 2013 - ENTREVISTA com o Baterista Amputado TULIO FUZATO - uma história de superação através da música!!!

























A ENTREVISTA!!!


1 - MD. Tulio, Conte-nos como foi seu começo.

ah! eu vim de uma Familia de MUSICAL, meu avô era sanfoneiro de Baile, meu pai era violonista de seresta e minha mãe "crooner".

Crescí ouvindo a velha guarda e a jovem guarda quando então os Bealtes estouraram e ae eu fiquei maluco (RISOS) .....

O mais incrivel foi que numa festa Junina na Escola (1967) eu com 10 anos tive o meu primeiro contato com a bateria.

Era uma Banda de garotos mais velhos e num determinado momento como eu estava "chapado" babando com o som da bateria; de pé bem ao lado, o gurí percebeu e me fêz um sinal, e entre uma musica e outra (pausa) ele se levanta e me entrega os "pausinhos" (RISOS) ....

I can´t get no Satisfaction - bem facinha pra eu levar na batera enquanto ele saiu pra comer um cachorro quente!

De 1970 à 79 eu tocava guitarra em festas (Banda Discípulos do Sol) mas eu não tirava o olha da bateria!

Em 1980 eu comprei uma Saema e depois tive umas 15 baterias Pinguim, Pearl, Ludwig, Premier, Mapex, Odery, Tama; eu trabalhava nas Agencias de Propaganda e atuava como musico na Night Carioca.

No "boom" do Rock Nacional e fui trabalhar como operador e RATO de studio; tava metido em tudo que era "buraco" (RISOS).

Na virada de 99 pra 2.000 eu perdí um cargo importante na área de MARKETING numa grande Empresa do Mercado Corporativo e fui trabalhar numa agência de propaganda menor, obviamente com um salário menor. Foi ae que apareceu os MEMBRANAS, uma Banda de Publicitários que agitou a night no baixo Leblom tocando na Melt - 00Gávea - Pistache Bar - Saloon - Festas fechadas - etc...

2 - MD. Como foi o episódio do acidente?

Em 2003 após ter tocado na Bourbon Street com a Banda Blues and Beer, eu estava me separando de um segundo casamento enfrentando uma situação 
muito difícil com drogas, álcool, tinha conhecido o pessoal do Focus in Sampa (Thijs Van Leer e Jan Dumée) mas não tinha a grana pra ir viajar.

Frustrado e muito estressado fui à um médico que me receitou "BABITÚRICOS" tarja preta e desavisadamente eu injerí álcool.

No dia seguinte (11-06-2003) eu voltaria à procurar trabalho mas eu tive uma espécie de mal súbito, um "apagão" e acabei por cair desmaiado numa estação do Metro do Rio de Janeiro.

Fui tido como suicida e isso causou um enorme problema com a minha Família e os 999.000 amigos que eu tinha sumiram, viraram a cara!!!

Milagrosamente eu sobreviví mas tive as duas pernas "esmagadas" pela composição. Acordei no Hospital e comecei à surtar porque logo logo eu fui me lembrar que pra tocar bateria eu precisava de um par de pernas que já não tinha!

3 - MD. E o período de readaptação?

Em 2004 eu já estava no setor de reabilitação da ABBR (Rio) e fui um expoente pelo fato da boa performance Física aliada à força de vontade e o bom humor.
Minha gratidão eterna à ABBR pela grande ajuda não só na minha reabilitação mas por ajudar milhões de pessoas que perderam um membro e a esperança 
na vida.

De um modo sussinto eu posso dizer que foi um período de sangue, suor e lágrimas!!! Mas eu saí andando ..... fui reabilitado .....

4 - MD. Como você se sentiu retornando aos palcos?

Não foi fácil!!! eu ainda estava numa cadeira de rodas e amigos insistiram que eu deveria voltar à tocar mas eu questionei: como???

Arranjaram um "pad eletronico" que ficava montado em frente à caixa no lugar do Tom esq. e de resto era uma bateria normal montada com Bumbo e surdo, 
mas o Bumbo não era tocado com pedal. O Bumbo ("um pad eletronico") era tocado com a mão esquerda cruzada com a caixa e a mão direita controlava o 
hit-hat e um crash. Mais nada. 
Depois em 2005 eu já tinha um par pernas mecanicas e sentado em frente ao kit e um espelho, comecei à treinar os toques usando a coxa. Toco assim até hoje e posso até mesmo usar "double pedal" (RISOS) ..... 

5 - MD. E seu CD, Planeta Loucura, como foi o processo de gravação?

No período em que eu estava numa cadeira de rodas eu voltei à estudar, teclado, baixo, guitarra.
Já tinha algo POP na mente com uma batera só de "levadas". Liguei pro Bertho (LUZZE STUDIO) e gravei o CD num dia.
Noutro pra mixar e noutro pra MASTERIZAR.
Eu fiz a bateria nos teclados mas a batera não era o FOCO! o grande Lance foi eu mostrar pra mim mesmo que seria capaz de encarar algum tipo de produção musical e trabalhar com isso.
Foram 5.000 copias que evaporaram - sumiram!!!
Hoje está tudo no meu site e no SoundCloud.com - 0800 free Download 

6 - MD. Quais são suas maiores influências?

A banda que eu amo chama-se Deep Purple e não poderia deixar de me influenciar por ian Paice.
e na mesma Linha do Classic Rock eu aprendí aquele ROLLS com Mr. Bonham do Led Zepp é claro.
Mas tem o Bill Ward do Black Sabbath, Lee Kerslake do U.H. e Don Brewer do Grand Funk Railroad.

7 - MD. Quais são seus projetos atuais?

Eu fico entre Rio e Sampa. Vou montar um studio na Região dos Lagos (RJ) onde eu moro.
Estou fazendo palestras motivacionais para empresas, com um pocket-show - continuo sendo um ativista das causas dos Def. Físicos junto à ABBR.
Tenho dois contratos de Marketing e um Endorsement de marcas que não posso citar agora!

Estou pensando num par de baquetas com a Logo TULIO FUZATO!!!

Continuo trabalhando como Designer Grafico e minha mulher Lia tem sido tudo.
Tenho um carro adaptado e viajo pra tudo que é lugar fazendo palestras, gigs, gravinas.
Aquí em casa tem 3 cadelas vira-Lata, a TAMA, Buanna e Cassie Ludwig, (RISOS) ..... estou feliz e realizado!

8 - MD. A bateria, sem duvida, te ajudou a superar um problema que parecia sem solução. Sua visão sobre a música mudou depois do acidente?

Devo tudo à este instrumento!!! BATERIA É TUDO!!! A minha visão se ampliou tremendamente porque a bateria é um instrumento Físico, vc tem que "percurtir" tocar; e ao mesmo tempo vc tem que ouvir, assimilar com atenção o Ritmo, a Linha de contrabaixo, os contra-pontos, o Swing, harmonia, melodia, etc .... e ao mesmo tempo vc interagir e também impor o seu toque, eu ritmo, seu "Feeling", sua personalidade no instrumento. 

Eu sou um outro "Tulio" quando estou sentado no banquinho da bateria.
Não é nada fácil tocar com pernas que não respondem ao teu cérebro. São os impulsos nervosos que acionam músculos que acionam a protese que aciona o pedal do Bumbo e a máquina de contra-tempo. 
É algo que demandou muito treino, muita caimbra, dores, suor e lágrimas. Mas eu vencí (RISOS) .....

9 - MD. Tulio, você é um exemplo de superação. Qual mensagem você deixa para quem passou por uma situação como a sua?

Niguém está livre de uma "catástrofe" um desastre em suas vidas; sejam fortes sejam PERCEVERANTES - e nunca desistam de seus sonhos!

Vai aparecer "anjos" em forma humana no teu caminho!!! ACREDITE!!! siga trilhando os caminhos do Bem e da Verdade!!!

Ainda que alguns sumam da tua vida e te reneguem pela falta de Amor ou pelo preconceito; crie você mesmo novas circunstâncias, você tem esse poder!
“Deus nos concede a cada dia uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocamos nela, corre por nossa conta”. Emmanuel  ........... 

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