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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Caixas Pinguim




As caixas Pinguim de aço são cópia das LUDWIGS antigas!

A Fábrica da Metalurgica Firs Roncon recebeu um tipo de autorização para que pudesse recriar (imitando) uma marca Brazuka (na época) de nome Pinguim porque um dos sócios da metalurgica era baterista e se apresentava de fraque, sujeito baixinho e andava capengando daí o nome PINGUIM.

A marca pegou, digo ficou; pois nos anos 60 os Beatles e Rolling Stones estouraram no mundo e depois vieram no rastro umas 999 mil bandas!

No Brazil estourou a jovem guarda!

A musica amplificada e os bailes estudantís tiveram um "BOOM" um grandioso ESTOURO com a Rádio injetando vapor na moçada: Cely Campello, Rob. Carlos, Wanderléa, Jerry Adriani, the pops, os vips, os canibais etc .... 

Esse conjuntos (digo: bandas) usaram exaustivamente baterias PINGUIM pois a qualidade e engenharia dos cascos era tão boa quanto uma LUDWIG de verdade que custava 10 X mais o preço de uma Pinguim (que também já era cara).

Então entre 1957 e 1967 foram 10 anos de PINGUIM; época áurea e a empresa decolou.

Em 1970 Lançaram a SUPER PINGUIM com 2 tons de 13 ahahahaha que depois foi corrigido sendo um tom de 13 e outro de 14, surdo de 16 e Bumbo 22.

Com essas medidas os toms com anel de reforço eram muito bons e graves! notas tremendamente bem definidas! e se você incrementava ela com peles REMO e bons pratos (na época os Ziltannams) ou os pratos Turcos originais, você podia dizer que estava montado num baita drum-kit PROFISSA.

Depois da década de 80 surgiu a facilidade de contrabando ou mesmo importar uma batera (ainda que fosse muito cara) e a Pinguim entrou em declinio ou desuso porque entraram as Japonesas (Pearl, Tama, Yamaha) e as made in china ou Taiwan.

Isso arrebentou com tudo e todos pois só dava essas marcas!

Na década de 90 a fábrica voltou mas faliu.

Depois voltou nos anos 2.000 fazendo só caixonas de madeira tipo 14 x 8 e que tinham acabamentos perolados, metálicos etc .... 
e lá se foi a PINGUIM perdida no meio de 999 mil marcas!

Hoje muitos bateras que conheceram a marca e tiveram 12 delas como eu, sabem do que se trata! e quem consegue uma vintage inteiraça ou reformada não se desfaz!!! é boa mesmo e você pode sair pra GIGS de Rua (digo: barzinho) ao invêz de Levar uma batera cara que deve mesmo é ficar em casa pra estudo! 

tenho dito!!! 

abçs, keep drumming Man: http://www.tuliofuzato.com.br/

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

PINGUIM DRUMS BRAZIL


Em 1952 nascia a “Oficina Mecânica Florêncio Roncon”, com a fabricação inicial dos pedais de bumbo, clones perfeitos do modelo Speed King da Ludwig, famosa bateria americana. 
No mesmo ano foi confeccionada a mão e com peças em bronze e latão, a primeira bateria Pinguim, apelido de meu tio, adquirido nas orquestras onde tocava de fraque e por seu modo engraçado de andar. 
Esta bateria se encontra hoje em um museu da França, segundo músicos brasileiros que teriam visitado o país.
Mais dois tios entraram para oficina, Ivano, ferramenteiro, músico e Sergio, contador, músico. 
Todos trabalharam no desenvolvimento de peças, pedais, aros, acessórios e o instrumento ganhou forma com canoas conquilhadas em formato de gota, suporte bola para ton e prato, cascos feitos com madeira de qualidade, naquele tempo era possivel forrar o instrumento com celulóide, os acessórios e peças eram todos de fabricação própria. 
Outra curiosidade é o nome “FIRS” que nada mais é que as iniciais dos irmãos Roncon ou irmãos Pinguim como ficaram conhecidos. 
Com a explosão de Beatles e a jovem guarda com Roberto e Erasmo Carlos as baterias Pinguim foram cada vez mais solicitadas e em 1968 no auge do Rock and Roll vendia-se 100 baterias por semana.
Na década de setenta a bateria teve uma nova remodelação, suas canoas e peças injetadas em zamac com a mesma qualidade de uma bateria Ludwig, sempre com um grande numerário de vendas, chegou a ser conhecida em alguns lugares do mundo levadas por músicos e alguns exportadores para outros paises. 
A Pinguim foi elogiada pela Ludwig em artigo de uma revista americana que dizia ser a única bateria no mundo a ter uma qualidade comparável a deles. 
A Bateria foi sendo vendida cada vez mais e o nome Pinguim foi crescendo devido a sua qualidade. 
No mês de março de 1966 a “Oficina florêncio Roncon” passa se chamar “Metalurgica FIRS Roncon Ltda” saindo da rua Jorge Ferreira no Piqueri, para o prédio próprio na Rua Pedro Bonilha no mesmo bairro.
Hoje 2015 ele está nas mãos do Luthier Tibério Correa Neto - http://drumchannel.com.br/tiberio-correa-neto/















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