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sábado, 10 de novembro de 2018

VINIL, CD ou MP3???


Um Artigo com Opiniões Técnicas de vários Críticos. (concordo com o texto)

A volta do vinil têm sido celebrada no mundo inteiro, é um formato ótimo, nostálgico, mas no que tange à qualidade sonora, está muitos passos atrás do CD. 
Não há como comparar SOM analógico com SOM digital. 
O que pode-se discutir é a qualidade dos artistas de hoje, em relação à artistas do passado.
Se o Led Zeppelin por exemplo gravasse o seu álbum homônimo hoje, de forma digital, ele seria ainda melhor, no que concerne à qualidade sonora. 
Assim como se o Justin Bieber gravasse "Believe" no passado, de forma analógica, ele seria ainda pior.
Mas hoje além do vinil e o do CD, outros formatos de distribuição de músicas também estão em voga, como é o caso do MP3.

Vantagens e desvantagens do vinil:

No vinil, as ondas sonoras são analógicas, assim como é a gravação do vinil. Isso quer dizer que não há muita perda entre a gravação e a reprodução. 
Por isso muitos alegam que o som do vinil é mais encorpado e mostra mais detalhes. Por ser um processo analógico, a equalização tem mais graves naturalmente por isso fica mais aparente.
Entretanto, isso não quer dizer que o som tenha mais qualidade. 
Se o CD tem uma taxa de amostragem de 44 KHz a 16-bit, o vinil teria 16 KHz a 8-bit.
O vinil é fisicamente limitado em alguns aspectos. Primeiro, no quesito "alcance dinâmico", que no caso do som vinil é um pouco mais limitado.
(Observação - O alcance dinâmico é a diferença entre a nota mais alta e a mais suave).
E em segundo lugar, no quesito "frequência", pois a qualidade de frequência do vinil não é universal, é variável.
A sonoridade do vinil soa melhor em músicas com notas mais baixas, pois se as notas das canções forem muito altas, a agulha têm dificuldade de seguir reproduzindo, o que contribui para que hajam distorções significativas na sonoridade das canções. 
Por exemplo, tente ouvir letras, cujas consoantes (s,z, etc...) sejam cantadas de forma aguda, a distorção será nítida.
Por possuir mais groove e graves mais claros e limpos, os vinis são os favoritos dos DJ's de música.

Vantagens e desvantagens do CD:

Os CDs dependem da amostragem de um sinal analógico, bem como possuem algumas limitações no que tangem o quesito "frequência". 
Enquanto no vinil a codificação ocorre em uma onda de áudio wave, no CD essa codificação de amostragem de áudio precisa ser captada de várias formas e pontos diferentes, ao contrário do vinil, que consegue a captação por meio de apenas um ponto (a agulha), por isso um CD jamais conseguirá apresentar o groove que o vinil apresenta, e esta uma das poucas vantagens do analógico em relação ao digital.
Por outro lado, o CD apresenta um volume de amostragem suficiente para soar mais claro e definido ao ouvido humano.
A taxa de amostragem dos CDs é de 44,1, o que significa que as gravações dos CDs podem ser capturadas em até 44.100 vezes por segundo, e podem capturar frequências de 20 KHZ.
Esta frequência é o máximo que o ouvido humano pode ouvir, o ouvido humano é claro, porque em tratando-se de cachorros, por exemplo, ainda é uma frequência baixa, pois eles possuem uma audição 4 vezes maior do que a nossa, e provavelmente ouvem até a nossa respiração com clareza.
Gravações acima de 21 kHz, só pra cachorros. Isto não significa que os 20 Khz que o CD alcança seja digno de uma frequência fora de série, não, não é isto, a frequência do CD apenas é mais nítida e clara para o ouvido humano.
Além disto, em estúdio de gravação não há microfones que captem mais do que 20 Khz.

MP3:

Tudo depende da sua taxa de compactação. O MP3, assim como CDs e DVDs, capta as ondas sonoras e converte em arquivos. 
Acontece que na gravação digital não é possível acompanhar as "curvas" das ondas sonoras, portanto são gravadas com um certo intervalo, definido pela compactação. Quanto maior a compactação, maior o intervalo, e menos nuances a gravação capta. 
Então essa compactação tira faixas dinâmicas que em tese o ouvido humano não escuta, por isso as pontas são achatadas. Ou seja, um arquivo digital sem nenhuma compactação, como é o caso do WAV, vai mostrar todas essas curvas, ou seja, a mesma qualidade do CD. 
Hoje há formatos como o FLAC, que possuem compactação, mas pouca. 
Ainda são maiores que um MP3, mas bem menores que um WAV.
Portanto, pode-se concluir que, em termos de qualidade sonora, o CD é sim melhor do que vinil e MP3.

Mas, o que as pessoas preferem?

Se levarmos em consideração o crescimento em vendas de cópias digitais, bem como a praticidade que isto traz, as pessoaS tendem a preferir as cópias digitais, sejam MP3 ou WAV.
Mas isto chega a ser uma comparação injusta, pois não dá colocar um CD ou Vinil no ipod e sair ouvindo no meio da rua. 
As pessoas de hoje são mais dinâmicas, vivem em um mundo onde a correria e a praticidade caminham juntas, e neste mundo, para elas, é importante ter a música disponível no bolso.

Não é a toa que as pessoas que escutam música, apenas ouvem. 
E a diferença entre OUVIR e ESCUTAR é imensa!!!. 
Ouvir é quando ouves música fazendo outras coisas paralelamente, e escutar é dar atenção apenas ao álbum que está ouvindo: (detalhes do arranjo, a bateria etc ...)
A música está banalizada, as pessoas ouvem uma música de um determinado artista, e se não gostarem, já formulam um julgamento negativo sobre o artista, sem sequer ouvir a sua obra, tudo isso devido à pressa e a praticidade de poder ouvir tudo que quiser a qualquer hora por meio da internet.
E é exatamente por isto, que Vinil e o CD não conseguem competir com cópia digital, no que tange ao gosto particular da maioria das pessoas.

Os engenheiros de som Geringer e Dunnigan, apresentaram gravações feitas de forma analógica (Vinil) e gravações concebidas digitalmente (CD) a um grupo de produtores de gravadoras, sem avisá-los quais gravações eram digitais e quais eram analógicas.
O resultado foi um massacre, pois a maioria esmagadora dos produtores preferiram a gravação digital, sem saber se estavam votando em gravações digitais ou analógicas. 
Ao ouvir as gravações, os produtores relataram que as gravações digitais eram de uma qualidade ímpar infinitamente superior à qualidade das gravações analógicas que haviam ouvido anteriormente.
Segundo eles, a gravação digital soava melhor em todos os aspectos, agudos, graves, qualidade sonora, e frequência.
Se a qualidade do CD é maior e o MP3 permite maior praticidade, porque as pessoas ainda ouvem Vinil?
Porque o Vinil, além de trazer um ar retrô, de nostalgia, é o único dispositivo que as pessoas, ao pararem para ouvir, realmente escutam com atenção. 
Além disto o Vinil preserva a gravação original, ou seja, se alguém tossiu ou espirrou no meio de uma gravação, aquilo continuará na gravação, dando um ar de visceralidade ao formato, e registrando melhor o que o artista é capaz de fazer, sem recursos computadorizados.
Quando você ouve uma gravação analógica, você a ouve do jeito que ela foi gravada, e este é o charme do Vinil. 
Em contrapartida, no CD, em raríssimos casos as versões finais não ganham retoques de programas de edição de som. Quase sempre tem uma mexida uma maquiagem!
Há inúmeros artistas hoje que só conseguem fama e sucesso porque gravam digitalmente. Muitos dos artistas de hoje não conseguiriam gravar analogicamente, pois não possuem talento suficiente para gravar em Fita, sem que a gravação seja alterada editada ou maquiada posteriormente.
A gravação digital é mais precisa, mas este não é o único ponto que deve ser considerado.
Para concluir, é importante ressaltar que, cada formato têm os seus encantos. 
O MP3 oferece maior praticidade, o CD maior qualidade sonora, enquanto o vinil apresenta um groove melhor.
Mas nada disso adianta se sua caixa de som ou fone de ouvido não forem bons o suficiente para executar quaisquer dos 3 formatos.
Para o ouvinte comum é uma coisa mas para o audiófilo é outra!

De um modo ou de outro eu fico com o MP3 depois o CD e depois o VINIL pelo apelo visual e como foi dito anteriormente o charme retrô, o som mais quente, e a obrigação de se sentar ou deitar na rede e degustar arranjos, bateria, baixo etc .... FAÇA A SUA ESCOLHA ou use os 3 ahahahaha ......

OBS: há na foto acima um cassete e que segue as mesmas especificações do Vinil com mais perda de definição independente do gravador / reprodutor se mono ou stéreo coisa que com um baita equalizador se resolve mas é caro e ocupa espaço. Eu continuo com o MP3.

abçs: Tulio Fuzato the amputee drummer

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

P.F.M.


Resenha de Marcio Abbes

Quando você procura um disco do (PF.M.) Premiata Forneria Marconi, já obtém quase a certeza de que vai ouvir um discaço.

E pegar o disco "Storia di un minuto" é dar de cara com uma capa que é uma obra de Arte. Linda ao extremo! 

A bolacha acompanha a beleza da capa com um viagem maravilhosa pelo mundo do rock progressivo italiano.

O mais impressionante é saber que se trata do primeiro disco banda, (1972) que fez a sua estreia de forma brilhante. 

Uma banda de gigantes formada pelo Franz Di Cioccio, na bateria, sintetizador Moog e vozes, Franco Mussida, na guitarra acústica, guitarra eléctrica, guitarra de doze cordas, bandolim e vozes, Mauro Pagani, na flauta, violino e vozes, Giorgio Piazza, no baixo e vozes, Flavio Premoli, no teclados, Mellotron, cravo, piano, sintetizador Moog e vozes.

Um disco que tem a música "Impressioni di Settembre", que traz uma das mais belas melodias já realizadas no Moog, já seria capaz de ser suficiente para qualquer gravadora lançar o disco.

Isso só não basta, já que entra "Festa", (Celebration) que traz outro avassalador e histórico fraseado de Moog, só para começar uma quebradeira instrumental, capaz de colocar a flauta também em primeiro plano, para um lindo vocal chamar novamente a quebradeira e a finalização com o ritmo novamente do Moog fraseando em Gran Finale.

A banda já molda o que seria a sua sonoridade progressiva e demonstra que estava bem disposta a buscar o título de melhor banda progressiva italiana de todos os tempos.

Não gosto de me referir como a melhor, pois no camionho tem o Le Orme e outras "italianices" mas não há dúvida que o PFM é uma das maiores, se não for a maior. O disco ainda traz a bela canção "Dove...Quando...(Parte I) e "Dove...Quando...(Parte II), esta totalmente mais voltada ao jazz e algo mais experimental.

A penúltima música é a "La Carrozza Di Hans", que vem mostrar toda a versatilidade do músico Franco Mussida, que é considerado um dos maiores guitarristas da música progressiva.

O disco encerra com a belíssima canção "Grazie Davvero", cheia de belas melodias bem ao estilo do progressivo italiano, mas com inserções no experimental.

O disco é só um começo da carreira brilhante da banda que criou grandes clássicos do progressivo italiano.

Banda que já está consagrada como uma das mais importantes na história da música progressiva.

Vou deixar aqui um LINK. Feche os olhos e boa viagem!

ah em tempo: eu e Tulio Fuzato batera estivemos Lá no show no Rio (CCBB) 1º de fev. de 2014











sexta-feira, 4 de abril de 2014

PIOLHO grupo ACIDENTE



1985 - COMPREI ESSE COMPACTO SIMPLES na Loja Bausak Discos do Catete zona sul do Rio, certo que eu já conhecia o IRREVERENTE Rock Carioca do Grupo ACIDENTE (Hélio Jenné e Paulo Malária) que até tocava na MALDITA FM.

Mas minha filha Drika então com dois ou quase 3 anos me apontou pra CAPA e disse que era DISQUINHO de CRIANÇA, ("eu quero, eu quero")!!! ahahahahaha eu duro DESMPREGADO comprei aquela PÉROLA pra deleite dela que DANÇAVA todo dia até furar o pobre disquinho!!! BONS TEMPOS!!!

OBS: o meu karinho aos Musicos amigos Paulo Malária e Helio Jenné Scubi